A tensão no coração da AC Milan continua a crescer após a amarga derrota por 1-0 frente à Lazio, e as reações estão a ser fervorosamente analisadas. Alessandro Costacurta, uma lenda do clube rossonero, lançou uma nova luz sobre o comportamento de Rafael Leão durante a partida, sugerindo que a raiva do jovem português estava menos relacionada com a sua substituição e mais com a falta de passes de Christian Pulisic.
Durante a partida, Leão, que foi retirado de campo aos 65 minutos, não escondeu a sua frustração. O desagrado foi palpável quando ele rejeitou um abraço do treinador Massimiliano Allegri, numa demonstração clara de descontentamento. No entanto, o que muitos podem não ter percebido é que a ira de Leão parece ter um alvo mais específico: o seu colega de equipa, Pulisic. Segundo Costacurta, o extremo português estava particularmente irritado por Pulisic não lhe ter passado a bola em uma situação que poderia ter resultado em golo, precisamente antes da sua substituição.
“Se eu estivesse naquela equipa, começaria a preocupar-me com as equipas que estão atrás de nós,” afirmou Costacurta durante uma análise no programa Sky Calcio Club, sublinhando a gravidade da situação para o Milan, que agora se encontra a oito pontos do líder Inter, em uma fase crucial da temporada com apenas nove jogos restantes. “Oito pontos com nove jogos para o fim é muito. A derrota contra a Lazio era uma oportunidade de se aproximar e colocar pressão sobre a equipa mais forte”, acrescentou.
Costacurta, que continua a acompanhar de perto o seu antigo clube, expressou a sua crença de que a substituição de Leão não foi a decisão acertada. “Eu não teria tirado o Leão, teria movido-o. Ele estava a fazer excelentes remates, mas Pulisic nunca lhe passou a bola. O ‘Capitão América’ preferiu passar para outros, e isso ficou claro. Eu estava a fazer os mesmos gestos que Leão: ‘Dá-lhe a bola, dá-lhe a bola!’”
A análise de Costacurta revela uma situação interna que pode estar a afetar a moral da equipa, especialmente num momento em que o Napoli se aproxima, ficando agora a apenas um ponto atrás dos rossoneri. A pressão está montada, e a necessidade de coesão dentro do plantel é mais urgente do que nunca. O que se seguirá para a AC Milan? A resposta poderá surgir nas próximas partidas, onde a necessidade de vitórias se torna cada vez mais premente.
