Declan Rice não podia desejar melhor início de preparação para o Mundial: depois de ser nomeado vice-capitão da selecção inglesa por Thomas Tuchel, o médio do Arsenal abriu o marcador no último jogo de preparação de Inglaterra frente à Costa Rica, numa exibição que deixou todos os adeptos britânicos em estado de euforia. Com a braçadeira quase no braço e um estatuto cada vez mais consolidado entre os melhores, Rice está a assumir-se como líder dentro e fora de campo e a mostrar que a aposta de Tuchel tem fundamentos sólidos.
O jogo decorreu em Orlando, nos Estados Unidos, e ficou marcado por um atraso de uma hora devido a condições meteorológicas adversas que ameaçaram cancelar o encontro. Apesar das dificuldades iniciais, o apito inicial soou finalmente às 22h00 (hora de Lisboa), e Declan Rice não perdeu tempo: bastaram dez minutos para se antecipar à defesa costa-riquenha e finalizar com frieza um cruzamento milimétrico de Anthony Gordon, colocando logo Inglaterra na frente do marcador. O golo inaugurou o resultado e galvanizou uma equipa inglesa que procurava dar uma resposta categórica antes do arranque do Mundial.

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Esta semana memorável de Rice assume particular importância porque evidencia a sua crescente influência no seio da selecção inglesa. Ser nomeado vice-capitão, numa equipa recheada de estrelas e opções de luxo, é muito mais do que um simples reconhecimento: trata-se de um voto de confiança de Tuchel e da estrutura técnica num jogador que, apesar da juventude, já demonstra maturidade, carisma e uma capacidade de liderança rara. Com a ausência de algumas figuras por lesão e dúvidas sobre a condição física de jogadores como Bukayo Saka — que actuou condicionado no Arsenal —, Rice perfila-se como pilar essencial no meio-campo inglês.
O próprio treinador, Thomas Tuchel, fez questão de sublinhar a importância do médio após o encontro: “Nomeei o Declan vice-capitão esta semana porque, dentro e fora do campo, é um exemplo para todos. Tem inteligência táctica, personalidade e nunca se esconde nos momentos difíceis”, afirmou Tuchel na conferência de imprensa, salientando ainda que “o golo de hoje é apenas o reflexo do trabalho que tem feito nos treinos e da confiança que o grupo tem nele”. Declan Rice, por seu lado, não escondeu a emoção: “É um orgulho enorme marcar pela selecção, ainda para mais numa semana tão especial. Queremos chegar ao Mundial na máxima força”, declarou o jogador do Arsenal logo após a partida.
Este desempenho de Rice lança o debate: poderá ser ele o elemento diferenciador que falta a Inglaterra para finalmente voltar aos grandes títulos internacionais? O médio chega ao Mundial num dos melhores momentos da carreira, com estatuto reforçado e a confiança de toda uma nação. O seu entendimento com colegas como Jude Bellingham e Phil Foden promete dar à selecção inglesa uma versatilidade táctica e uma capacidade de transição que pode ser decisiva nos grandes embates que se avizinham.
A Inglaterra entra agora na fase final de preparação para o Mundial, com o plantel a afinar os últimos detalhes tácticos sob a orientação de Tuchel. As expectativas estão em alta e o papel de Declan Rice volta a ser central: se mantiver este nível, poderá ser o líder que faltava para transformar o potencial inglês em conquistas reais. Os olhos do mundo vão estar postos não só na selecção, mas especialmente em Rice, que começa a ser apontado como uma das figuras a seguir na competição deste verão.
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