Edin Dzeko, a lenda viva do futebol bósnio, voltou a brilhar nos relvados, provando que a idade é apenas um número. Completando 40 anos na semana passada, o avançado foi fundamental na emocionante vitória da Bósnia e Herzegovina sobre o País de Gales, que a coloca a apenas um passo do Mundial'2026. Este feito notável não só destaca a sua importância para a seleção, mas também o coloca na corrida para se juntar a ícones como Cristiano Ronaldo e Luka Modric, que também podem competir na elite do futebol mundial aos 40 anos.
Na passada quinta-feira, Dzeko, que atualmente representa o Schalke 04 na segunda divisão da Alemanha, teve um desempenho estelar ao marcar um golo crucial aos 86 minutos, garantindo que a Bósnia seguisse em frente após um empate 1-1 no tempo regulamentar. A sua intervenção não apenas salvou a equipa, mas também levou a decisão para a lotaria dos penáltis, onde, mesmo após ter sido substituído, Dzeko assistiu com ansiedade enquanto os seus companheiros selavam a vitória e a continuidade do sonho de qualificação.
“Foi um jogo difícil, mas a determinação da equipa foi incrível. Nunca desistimos e acreditamos até ao fim“, declarou Dzeko, refletindo sobre a resiliência da sua seleção. A Bósnia agora se prepara para enfrentar a Itália na próxima terça-feira, um embate que pode determinar o seu lugar no próximo Mundial, onde Dzeko, caso consiga a qualificação, terá a chance de fazer história ao lado de outros grandes nomes do futebol.
A possibilidade de Dzeko, Ronaldo e Modric competirem juntos num torneio mundial é uma perspectiva emocionante. Se tudo correr bem, eles não apenas representarão os seus países, mas também desafiarão a noção de que o futebol é um jogo reservado para os jovens. Atualmente, apenas um jogador de campo, o camaronês Roger Milla, teve a honra de jogar num Mundial com mais de 40 anos, marcando presença em 1994, aos 42 anos, e deixando uma marca indelével na história do futebol.
Além de Milla, alguns guarda-redes também conseguiram ultrapassar a barreira dos 40 anos em competições mundiais, incluindo figuras como Ali Boumnijel, Dino Zoff e o recordista Essam el Hadary, que jogou aos 45 anos. A trajetória de Dzeko, ao lado de Ronaldo e Modric, poderá não apenas adicionar novos capítulos à sua carreira, mas também inspirar futuras gerações de jogadores a sonhar grande, independentemente da idade.
Com o Mundial'2026 à vista, a expectativa é palpável. Dzeko e a sua Bósnia têm a oportunidade de reescrever a sua história e deixar uma marca que perdurará na memória dos adeptos de futebol em todo o mundo. A contagem decrescente para o grande jogo contra a Itália já começou, e todos os olhos estarão voltados para este veterano que continua a desafiar as expectativas e a brilhar sob os holofotes.
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