A tensão está no ar à medida que a Bósnia e Herzegovina se prepara para um confronto crucial com a Itália, na busca por uma vaga no Mundial de 2026. Edin Dzeko, o capitão da seleção bósnia, abordou a polêmica que surgiu após um vídeo nas redes sociais, onde Federico Dimarco e outros jogadores italianos festejavam a sua vitória sobre o País de Gales nos penáltis. As declarações de Dzeko prometem incendiar ainda mais a rivalidade entre as duas seleções, à medida que se aproximam do embate decisivo.
“Não há nenhum problema com o vídeo da comemoração de Dimarco e dos outros, todos têm preferências. Eu também não queria jogar com a Itália. Ele escreveu-me a dizer que não queria ofender e eu respondi: 'De que estamos a falar? Sem problemas'”, revelou o experiente avançado. No entanto, Dzeko não hesitou em criticar a postura da Itália, questionando a sua confiança: “Se uma seleção quatro vezes campeã do Mundo tem medo de jogar em Gales, algo não está bem.”
O jogador, que não compete num Mundial desde 2014, não poupou críticas à seleção adversária, relembrando que a Itália já não conta com ícones como Totti ou Del Piero. “Eles têm qualidade, mas os [jogadores] de outros tempos eram diferentes,” afirmou. Dzeko aponta também para uma possível falta de intensidade no futebol italiano, sugerindo que isso pode ser a razão pela qual a Itália não tem conseguido resultados à altura do seu prestígio. “A crítica diz que no futebol italiano falta intensidade, talvez por isso não venham os resultados.”
Diante de um cenário tático complexo que se avizinha, Dzeko também fez um apelo à boa recepção da seleção italiana pelos adeptos bósnios. “Na hora do hino italiano, espero que todos aplaudam. Nem todos sabem, mas eles foram os primeiros a vir aqui jogar um jogo particular depois da guerra, em 1996,” recordou, sublinhando a importância da história entre as duas seleções.
Com o jogo marcado para terça-feira às 19h45 em Zenica, as atenções estão agora voltadas para o que promete ser um embate electrizante. A Bósnia e Herzegovina, liderada por Dzeko, está determinada a mostrar que não será uma presa fácil para a velha guarda do futebol europeu. O que será que o futuro reserva para estas duas seleções? A resposta será dada em breve, mas uma coisa é certa: a pressão está em alta e a competitividade, garantida.
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