Egito acusa FIFA de favorecer Argentina e Messi no Mundial

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Argentina viu-se envolvida numa tempestade de polémica após a vitória dramática sobre o Egipto, com acusações de favorecimento e alegadas injustiças arbitrais a marcar o rescaldo do encontro. Os campeões mundiais estiveram a perder por 2-0 quando faltavam apenas 11 minutos para o final, mas conseguiram uma reviravolta impressionante, acabando por vencer por 3-2 e selar a passagem aos quartos-de-final do Mundial.

A expectativa era que a equipa argentina ultrapassasse sem grandes dificuldades Cabo Verde e Egipto nas primeiras rondas a eliminar, mas a realidade foi bem diferente. Ambas as vitórias exigiram um esforço titânico, sobretudo frente ao Egipto, cuja eliminação ficou envolta em forte contestação. A federação egípcia exigiu mesmo à FIFA a exclusão dos árbitros responsáveis pelo jogo dos oitavos-de-final, acusando-os de favorecerem descaradamente a Argentina e, em particular, Lionel Messi.

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O seleccionador Hossam Hassan não poupou nas palavras após o apito final: “Fomos tratados de forma injusta” e “sofremos uma injustiça”, afirmou, adiantando suspeitas de parcialidade por parte da FIFA. “Talvez quisessem manter o campeão do mundo em prova. Talvez quisessem que o Messi continuasse em competição”, disparou Hassan em conferência de imprensa, lançando o tema da alegada protecção à selecção sul-americana.

O descontentamento egípcio tem alguma razão de ser, sobretudo tendo em conta o desenrolar do encontro. O Egipto esteve a segundos de garantir a primeira presença de sempre nos quartos-de-final, mas tudo se desmoronou nos minutos finais com o fulgurante assalto argentino. A polémica começou com a anulação do golo de Mostafa Zico, depois do VAR detectar falta de Marwan Attia sobre Lisandro Martinez no início da jogada. Apesar do Egipto continuar em vantagem e ainda marcar o segundo golo, a sensação de injustiça não se dissipou.

Os egípcios reclamam ainda dois possíveis penáltis a seu favor antes do golo decisivo de Enzo Fernandez, alegando que Hamdi Fathy foi agarrado por Alexis Mac Allister e Mohamed Salah terá sido derrubado por Julian Alvarez. No entanto, as imagens não permitem confirmar de forma clara qualquer infração suficiente para penálti, havendo apenas contactos semelhantes ao que penalizou Attia no lance anulado anteriormente.

Embora a actuação da equipa de arbitragem francesa liderada por François Letexier tenha sido controversa, não existem provas concretas de uma conspiração para favorecer Messi ou a Argentina. A frustração egípcia é compreensível face à reviravolta sofrida e às decisões discutíveis, mas a teoria da conspiração carece de fundamentos sólidos.

A nomeação para os próximos jogos também já está sob escrutínio, com a totalidade da equipa de arbitragem para o França-Marrocos a ser argentina, algo inédito nesta edição do Mundial. Esta escolha gera desconforto e levanta questões de imparcialidade, sobretudo tendo em conta a rivalidade e o peso das equipas em campo. Resta saber se a FIFA dará resposta às queixas egípcias e se a polémica em torno das arbitragens continuará a dominar as atenções no que resta da competição.

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