A poucas semanas do arranque do Mundial de 2026, a corrida ao troféu está ao rubro e as casas de apostas já elegeram os seus favoritos. Espanha, França e Inglaterra lideram as previsões e prometem transformar o torneio numa autêntica batalha de gigantes, mas há quem aposte em surpresas vindas da América do Sul, com Argentina e Brasil prontos a desafiar o domínio europeu. A pressão é máxima e há estrelas prontas a escreverem o seu nome na história do futebol.
O pontapé de saída será dado no MetLife Stadium, em Nova Jérsia, no dia 19 de Julho, e os principais candidatos já começam a posicionar-se. Espanha surge no topo das probabilidades, cotada a +450, segundo a DraftKings, impulsionada pelo recente título europeu e por um plantel recheado de talento, mesmo sem um ponta-de-lança clássico. França aparece logo atrás, com uma frente de ataque de luxo liderada por Kylian Mbappé, enquanto Inglaterra fecha o pódio, na esperança de que Harry Kane mantenha o ritmo goleador que o tornou temido em toda a Europa. Argentina e Brasil, por seu lado, apresentam-se como outsiders perigosos: os campeões do mundo em título, com Messi à cabeça, querem repetir o feito, enquanto o ‘escrete’ de Ancelotti aposta numa organização defensiva inédita para regressar ao topo. Portugal, com Bruno Fernandes em forma estelar e Cristiano Ronaldo prestes a tornar-se o jogador mais velho a marcar num Mundial, também sonha alto, tal como Alemanha, Bélgica, Marrocos e Países Baixos.

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A importância deste Mundial é colossal. Para Espanha, trata-se de consolidar uma nova geração que já conquistou a Europa. França, no último torneio sob o comando de Didier Deschamps, quer apagar a mágoa da final perdida em 2022. Inglaterra, que não vence um título maior há seis décadas, aposta tudo na experiência de Thomas Tuchel para gerir um plantel recheado de estrelas, mas vulnerável na defesa. A Argentina pretende quebrar o ciclo de impossibilidade de revalidar títulos mundiais — feito alcançado por última vez em 1962 pelo Brasil — e Messi, perto dos 39 anos, pode estar diante da última dança. Quanto ao Brasil, o peso da história é enorme, mas Ancelotti parece ter finalmente devolvido a estabilidade táctica que faltava à canarinha. Portugal aposta na experiência e na magia de Bruno Fernandes, apoiado pelo talento emergente de João Neves e Vitinha, para tentar surpreender.
No que toca à forma recente, Espanha, Argentina e Portugal destacam-se por uma consistência notável. Os espanhóis demonstraram no Europeu que conseguem controlar o ritmo do jogo com um meio-campo onde Rodri, Pedri e Fabián Ruiz fazem a diferença, enquanto Lamine Yamal promete ser a próxima grande estrela. “Se o Rodri se mantiver em forma será uma enorme mais-valia”, salientou o seleccionador espanhol após o último amigável. A França, apesar de alguns resultados inesperados, deve-se mais à rotação promovida por Deschamps do que a fragilidades reais. O seleccionador francês afirmou recentemente: “Temos uma riqueza de opções no ataque que qualquer treinador invejaria, mas precisamos de maior equilíbrio defensivo”. Inglaterra, por sua vez, qualificou-se sem sofrer golos e com oito vitórias em oito jogos, mas a dependência absoluta de Harry Kane é motivo de preocupação. “Sabemos que, se ele se lesionar, estaremos em sérios apuros”, admitiu Tuchel à imprensa britânica.
Argentina e Brasil entram no torneio com confiança reforçada. Os argentinos contam com uma equipa estável e moralizada pela conquista do Mundial de 2022, enquanto o Brasil, sob o comando de Ancelotti, apresenta uma melhoria significativa: sete vitórias e apenas três derrotas nos últimos doze jogos, com uma diferença de golos de +15. “Estamos mais organizados e a equipa tem agora equilíbrio para enfrentar qualquer adversário”, afirmou Ancelotti após garantir a qualificação.
Olhando para os favoritos, tudo aponta para um domínio europeu, com Espanha, França e Inglaterra a perfilarem-se como principais candidatos, mas subestimar Argentina e Brasil pode revelar-se fatal. O desgaste das estrelas, a pressão mediática e o formato alargado do torneio tornam qualquer previsão arriscada. Portugal, com a mescla de juventude e experiência, pode ser o outsider ideal para surpreender os gigantes.
À medida que o Mundial se aproxima, a expectativa dispara: quem irá erguer o troféu? França destaca-se pelo poder ofensivo e profundidade do plantel, mas a solidez colectiva de Espanha, o pragmatismo de Inglaterra, o factor Messi na Argentina e a imprevisibilidade do novo Brasil de Ancelotti garantem que o Mundial de 2026 será uma das edições mais imprevisíveis de sempre. Os olhos do mundo estarão postos nos Estados Unidos e qualquer deslize pode ser fatal. A luta pelo título está ao rubro e ninguém pode dar nada por garantido.
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