Quarta-feira, Fevereiro 25, 2026

Ex-presidente de clube francês é assassinado durante o funeral da mãe

Partilhar

A tragédia abalou o mundo do futebol e deixou a Córsega em estado de choque. Alain Orsoni, ex-presidente do clube de futebol Ajaccio e figura proeminente da política corsa, foi brutalmente assassinado ao ser atingido por um tiro durante o funeral da sua mãe, Marinette Orsoni, que contava 92 anos. O crime, ocorrido em plena cerimónia fúnebre, levanta questões sobre a segurança e a influência do crime organizado na região.

As circunstâncias da morte de Orsoni são tão alarmantes quanto trágicas. Testemunhas relatam que, no exato momento em que o padre Roger Polge encerrava as últimas palavras em honra da falecida, um disparo ecoou pelo cemitério. “Era um momento de tristeza e luto quando de repente ouvimos um tiro e o Alain caiu, morto”, descreveu o padre à France 3, refletindo a perplexidade e o horror que se apoderaram dos presentes.

O procurador Nicolas Septer confirmou que Alain Orsoni, de 71 anos, foi atingido por um tiro de longa distância, sugerindo a atuação de um sniper. A polícia lançou imediatamente uma investigação, e as suspeitas recaem sobre o crime organizado, um problema persistente na Córsega. Este ataque não é um caso isolado: Orsoni já havia sobrevivido a uma tentativa de assassinato em 2008, quando a intervenção policial salvou a sua vida.

Alain Orsoni não era apenas um ex-presidente do Ajaccio, onde teve dois mandatos, entre 2008 e 2015 e novamente entre 2022 e 2023. Ele também era uma figura influente na luta pela autonomia da Córsega, tendo sido um líder do Movimento de Libertação Nacional da Córsega (FLNC) nos anos 80 e, posteriormente, fundador do Movimento pela Autodeterminação (MPA). A sua trajetória política foi marcada pela luta e pela controvérsia, que culminou na tragédia de ontem.

O impacto da morte de Orsoni vai muito além do campo de futebol. O seu assassinato levanta questões sobre a segurança de figuras públicas na Córsega e a persistência de rivalidades mortais que têm manchado a história da ilha. O ambiente de medo e incerteza que advém deste ato violento é um lembrete sombrio das realidades que muitos enfrentam em regiões onde o crime organizado ainda tem influência.

Alain Orsoni deixa um legado complexo, tanto na política como no desporto, e a sua morte abala não apenas os adeptos do Ajaccio, mas todos aqueles que acreditavam na possibilidade de uma Córsega livre e pacífica. A comunidade está em luto, e a busca por justiça começa agora, à medida que as autoridades tentam desmantelar os laços que unem o crime organizado a este ato horrendo.

Mais Notícias

Outras Notícias