A derrota do Barcelona nas meias-finais da Copa del Rey contra o Atlético de Madrid deixou o técnico Hansi Flick a refletir sobre a performance da sua equipa, que foi claramente superada por um adversário mais determinado. O jogo, realizado no Estádio Metropolitano, terminou com um resultado alarmante de 4-0 a favor dos colchoneros, um resultado que deixa os catalães numa posição difícil para a segunda mão. Flick, reconhecendo a fragilidade da sua equipa, fez declarações contundentes após o apito final.
“Não jogámos bem na primeira parte, não atuámos como uma equipa. A diferença entre nós foi enorme. Não pressionámos como deveríamos,” lamentou Flick, sublinhando a falta de coesão e intensidade que caracterizou os primeiros 45 minutos do encontro. Contudo, o técnico não se mostrou completamente desanimado, afirmando que a segunda parte foi melhor e que a equipa ainda tem uma oportunidade de reverter a situação. “Temos mais duas partes pela frente e vamos lutar. Se vencermos 2-0 em cada parte… vamos precisar do apoio dos nossos fãs em casa”, acrescentou, mostrando-se determinado a mobilizar a sua equipa para a reviravolta.
Apesar da má exibição, Flick expressou orgulho pelo trabalho e resiliência da sua equipa ao longo da temporada, apesar das inúmeras lesões que têm afetado o plantel. “Não estou dececionado com a equipa. Estou feliz com a época que temos feito. Perder também faz parte do jogo. Foi uma derrota dolorosa, mas estou orgulhoso do que conseguimos até agora. Temos que aprender com isto”, afirmou, num tom que mistura frustração e esperança.
A questão central levantada por Flick foi a fome de golos do Atlético, que se mostrou mais sedento de vitória. “Eles estavam mais famintos por marcar. E é isso que eu quero. Não fizemos isso na primeira parte. Mas a equipa é jovem, e não estou a arranjar desculpas,” ressaltou, deixando claro que a juventude do plantel não deve ser uma justificação para a falta de entrega e ambição.
Com um olhar voltado para o futuro, o Barcelona terá que se reerguer e mostrar uma nova postura na segunda mão, se quiser sonhar em continuar na competição. Os adeptos esperam uma resposta contundente e uma demonstração de carácter na próxima partida, onde o apoio da massa adepta poderá ser crucial para a recuperação. O desafio está lançado e a pressão sobre os ombros da equipa é imensa.
