Gary Neville defende Thomas Tuchel após derrota da Inglaterra com Argentina

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A eliminação de Inglaterra diante da Argentina nas meias-finais do Mundial voltou a evidenciar os antigos problemas da selecção dos Três Leões, com Gary Neville a recusar criticar Thomas Tuchel de forma directa. O técnico inglês viu as suas opções tácticas e substituições serem alvo de críticas, após a derrota por 2-1 em Atlanta, que deixou a equipa fora da final.

O encontro decorreu esta quarta-feira, com Inglaterra a adiantar-se no marcador logo no início da segunda parte, graças a um golo de Anthony Gordon. Contudo, a resposta argentina não tardou, com Enzo Fernández e Lautaro Martínez a darem a volta ao resultado e a garantirem a presença da Argentina na final contra Espanha, no domingo. Tuchel retirou Gordon aos 72 minutos para lançar Ezri Konsa, numa tentativa de segurar o resultado, mas a equipa acabou por recuar demasiado perante a pressão dos campeões do mundo.

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Gary Neville, comentador e ex-jogador, destacou que nunca esperou que Inglaterra vencesse o Mundial, considerando a presença nas meias-finais como um “incrível feito”. Em declarações à Sky Sports News, Neville afirmou: “Foi uma noite sóbria para Inglaterra, mas foi um bom torneio. Os adeptos estarão extremamente desapontados, mas eu nunca pensei que íamos ganhar o torneio. Talvez os optimistas achassem que íamos, mas eu não sentia isso.”

O antigo defesa recordou padrões repetidos ao longo das últimas décadas, que voltaram a surgir nesta eliminação. “Tuchel tentou ganhar o jogo da mesma forma que fez contra o México, onde fomos resolutos, resilientes, compactos e conseguimos o resultado. Tentou fazer o mesmo para segurar o resultado, mas houve uma avalanche de pressão com excelentes cruzamentos e fomos derrotados pela qualidade dos adversários. O segundo golo é magnífico, uma demonstração da classe de Messi,” explicou Neville.

O ex-internacional inglês sublinhou que o problema está enraizado na mentalidade da selecção inglesa, que muitas vezes recua para proteger a vantagem em vez de atacar para aumentar o marcador. “Isto é algo que as equipas inglesas têm feito durante anos. Eu próprio vivi isto em oito torneios, cinco deles terminando em derrotas por penáltis. Muitas vezes acabámos por recuar demasiado dentro da nossa própria área, algo contrário ao que é o futebol inglês. Não sei como se muda isso.”

Neville assumiu a sua parte na responsabilidade e mostrou-se compreensivo com o técnico: “Não vou juntar-me às críticas contra Tuchel. Eu fui tão culpado quanto os jogadores que jogaram ontem e que recuaram tanto dentro da nossa área. É algo na nossa mentalidade, que nos coloca pressão a nós próprios. Não temos capacidade técnica suficiente para jogar no último terço do campo contra as melhores selecções, que conseguem manter a posse sob alta pressão.”

Apesar da derrota amarga, a Federação Inglesa não está a ponderar a saída de Tuchel, que tem contrato até ao Euro 2028, após recente renovação de dois anos. O treinador prometeu continuar no cargo, mesmo com o aumento das críticas, e o futuro da equipa mantém-se sob a sua liderança para os próximos desafios.

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