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Quinta-feira, 5 de Novembro de 2026ENPT
INTERNACIONAL · 2 min de leitura

Gianni infantino poderia ganhar seis vezes mais com proposta polémica

Homem careca de fato escuro segura uma bola do Mundial 2026 numa conferência de imprensa da FIFA, na Cidade do México.
Em resumo
  • Segundo o The Times, Gianni Infantino poderia ter um salário de cerca de 30 milhões de dólares anuais se a sua proposta para atrair investidores privados ao Mundial tivesse avançado.
  • A proposta Forward Enterprise (FFE), que previa a venda de participações comerciais do torneio, gerou forte descontentamento, incluindo ameaças de boicote por parte da UEFA, e foi abandonada.
  • Infantino defendeu que o projeto era apenas um "exercício de consulta", enquanto a UEFA expressou perda de confiança na liderança da FIFA.

Resumo gerado automaticamente a partir do artigo.

Gianni Infantino, presidente da FIFA, viu-se envolvido em uma polémica que poderia ter elevado o seu salário para cerca de 30 milhões de dólares anuais, caso a sua proposta para atrair investidores privados ao Campeonato do Mundo tivesse avançado. De acordo com o The Times, o plano controverso, agora abandonado, permitiria a Infantino arrecadar dezenas de milhões de euros, um valor substancialmente superior aos 4,1 milhões de euros que recebe atualmente.

A proposta, conhecida como Forward Enterprise (FFE), previa a venda de participações comerciais do Mundial a investidores, o que provocou um forte descontentamento entre várias federações-membro, incluindo a UEFA, que ameaçou boicotar o torneio. Após a onda de críticas, Infantino decidiu recuar, o que foi saudado pela UEFA, embora a instituição tenha expressado a sua perda de confiança no presidente da FIFA. “Não podemos continuar assim com esquemas secretos, em prazos acelerados, engendrados por indivíduos sem rosto e de benefício duvidoso para o jogo. Temos de identificar os responsáveis e responsabilizá-los”, afirmou um porta-voz da UEFA.

Infantino, por sua vez, defendeu-se das críticas, descrevendo o projeto como um “exercício de consulta” e reiterou o seu objetivo de “unir e melhorar”. “O nosso propósito sempre foi — e sempre será — unir e melhorar. Como resultado, esta proposta não avançará”, afirmou o dirigente em resposta ao tumulto gerado em torno do plano.

A desistência de Infantino de seguir em frente com a proposta levanta questões sobre a sua liderança e a confiança que as federações têm na gestão da FIFA. Este episódio poderá ter repercussões significativas na forma como a FIFA se relaciona com as entidades desportivas e os investidores no futuro. Enquanto isso, o foco recai sobre a necessidade de transparência e responsabilidade na administração do futebol mundial, um tema que continua a ser crítico à medida que o desporto evolui.


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