O futebol é um espetáculo onde a força ofensiva nem sempre garante a vitória. O Atlético de Madrid, sob a tutela do icónico Diego Simeone, tem sido a personificação desta filosofia, destacando-se pela sua defesa sólida e pela capacidade de atacar com precisão clínica. Contudo, a atual realidade da equipa é alarmante e levanta questões sobre a sua identidade, que parece estar a desvanecer-se.
Nesta temporada, o Atlético apresenta-se como uma sombra do que era. A sua defesa, historicamente robusta, tornou-se uma fraqueza incompreensível. O recente empate 3-3 na primeira mão dos playoffs da Liga dos Campeões contra o Club Brugge marca um feito inédito para o clube: é a nona partida consecutiva na competição em que a equipa consente pelo menos um golo. Uma estatística que se torna ainda mais chocante quando se considera que é a primeira vez na história do clube que tal acontece.
A situação na liga não é melhor. A recente derrota por 0-3 contra o Rayo Vallecano evidencia um colapso preocupante. Seis golos sofridos em apenas duas partidas, contra uma equipa que está em 17.º lugar na tabela, é um padrão que não se ajusta ao perfil de um clube de topo. O que se está a passar com o Atlético? A equipa parece ter perdido a sua essência, a sua identidade, e a pergunta que fica no ar é se é hora de reconsiderar a sua abordagem competitiva.
As palavras de Debrief ecoam nesta análise: “Quando é que isto já aconteceu antes? Nunca na história do clube.” É um grito de alerta que não pode ser ignorado. Se o Atlético não encontrar uma solução rápida, poderá ser forçado a repensar o seu futuro na Liga dos Campeões. Resta saber se a equipa irá recuperar a sua mística ou se, por outro lado, será relegada a competir apenas na Copa del Rey. A pressão está em cima, e os adeptos esperam uma resposta convincente.
