Harry Kane brilha em jogo morno da seleção inglesa antes do Mundial

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Na antecâmara do Mundial, Inglaterra oferece a Thomas Tuchel poucas respostas e muitas interrogações

A selecção inglesa apresentou-se numa exibição morna e pouco convincente na sua preparação para o Mundial, deixando o treinador Thomas Tuchel com poucas certezas e muitas dúvidas a resolver. Se por um lado Harry Kane voltou a mostrar porque é o principal goleador da equipa — tendo marcado mais um golo, o seu 61.º esta época pelo Bayern Munique e o 79.º pela Inglaterra, no triunfo frente à Nova Zelândia em Florida —, por outro, o encontro revelou-se pobre em sinais claros sobre quem poderá ser titular na estreia frente à Croácia.

Foram 22 os jogadores utilizados, incluindo o jovem de 17 anos Rio Ngumoha, que fez a sua estreia internacional. Contudo, a sua presença no Mundial parece improvável, salvo alguma lesão inesperada no plantel. Poucos foram os atletas que realmente aumentaram as suas hipóteses de entrar na equipa inicial, e só Marcus Rashford conseguiu deixar uma imagem minimamente positiva — o avançado destacou-se como o mais dinâmico, conduzindo uma jogada rápida pelo flanco esquerdo que quase terminou com um golo de Kane. Rashford rematou duas vezes num minuto, embora sem acertar na baliza, mas a sua exibição foi o suficiente para dar algum alento aos adeptos e a Tuchel.

Rashford chegou a Florida mais cedo para recuperar a melhor forma física, treinando no Inter Miami com um treinador particular. Depois de ter falhado o Euro 2024 e nem sequer ter sido convocado na fase final, o internacional inglês está agora numa posição delicada, sobretudo porque o FC Barcelona optou por contratar Anthony Gordon em vez dele. Esta situação pode inverter a hierarquia nas escolhas de Tuchel, com Rashford a ganhar terreno na luta pela vaga na ala esquerda, um dos sectores mais abertos no onze inglês. Gordon entrou na segunda parte, após quase dois meses sem jogar, mas não teve o mesmo impacto do avançado do Manchester United. Talvez o próximo jogo frente à Costa Rica seja a oportunidade para Gordon recuperar a confiança e mostrar o seu valor.

A única faísca ofensiva verdadeiramente consistente voltou a ser proporcionada por Kane, que continua a cimentar o seu estatuto entre os melhores marcadores internacionais, ocupando atualmente o 10.º lugar, empatado com Neymar, com nove jogadores à sua frente na lista histórica. O golo do avançado do Tottenham nasceu de um cruzamento perfeito de Djed Spence, mais conhecido pela sua capacidade defensiva e força física do que pela técnica, mas que parece estar a revelar novas facetas do seu jogo.

No geral, este jogo de preparação deixou mais perguntas do que respostas para Tuchel, que terá de decidir rapidamente quem será a sua aposta para o duelo decisivo com a Croácia em Dallas. A Inglaterra precisa de mais do que um goleador em forma; necessita de uma equipa coesa e inspirada para sonhar com a glória mundial. Até lá, o tempo esgota-se e as incertezas mantêm-se.

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