Infantino defende mundial com 64 equipas para incluir países pequenos

Partilhar

Gianni Infantino prepara-se para revolucionar o Mundial de futebol com uma proposta que pode despoletar uma verdadeira revolução: um Campeonato do Mundo com 64 selecções. O presidente da FIFA, conhecido pela sua ambição em aumentar a dimensão e os lucros do futebol mundial, defende que esta expansão é essencial para dar mais oportunidades a países considerados “menores” no panorama futebolístico global.

A ideia foi avançada numa altura em que o Mundial de 2030 se aproxima, uma edição histórica que celebra o centenário da primeira competição realizada no Uruguai. O torneio será coorganizado por Marrocos, Portugal e Espanha, com os primeiros jogos a realizarem-se também na América do Sul, no Uruguai, Argentina e Paraguai. A expansão para 64 equipas surge como um pedido da CONMEBOL, que, em abril de 2025, solicitou um formato que permitisse mais jogos e uma maior participação de selecções, garantindo que “ninguém no planeta fica de fora da festa”, nas palavras do presidente Alejandro Dominguez.

O Mundial vive-se com a LEGO
O Mundial vive-se com a LEGO

O MUNDIAL 2026 VIVE-SE COM A LEGO

Apesar do entusiasmo de Infantino – que justifica a proposta com a necessidade de incentivar as selecções menos tradicionais a continuar a evoluir –, a ideia não tem o apoio unânime das confederações. Aleksander Ceferin, presidente da UEFA, classificou a expansão como uma “má ideia”, alertando para os impactos negativos no próprio processo de qualificação e na qualidade do torneio. Victor Montagliani, da CONCACAF, manifestou receios sobre o efeito prejudicial no “ecossistema global do futebol”, enquanto o líder da AFC, Sheikh Salman bin Ibrahim Al Khalifa, teme que a mudança possa trazer “caos” à competição.

O formato de 64 equipas eliminaria a necessidade de repescagens para os melhores terceiros classificados, com os dois primeiros de 16 grupos a avançar diretamente para a fase a eliminar. Embora esta estrutura seja vista como mais lógica, a questão da competitividade continua a ser um tema controverso. Infantino destaca histórias como a de Cabo Verde, que surpreendeu ao chegar aos oitavos-de-final, enquanto outras selecções como Haiti, Iraque e Jordânia não conseguiram pontuar, evidenciando um desequilíbrio evidente entre as equipas.

Além do impacto competitivo, a expansão levantaria dúvidas sobre a distribuição dos lugares adicionais. Com base nas qualificações para o Mundial de 2026, países como Itália, Dinamarca, Polónia, Camarões e Nigéria poderiam beneficiar da inclusão, aumentando a diversidade geográfica, mas também levantando o debate sobre a qualidade global do torneio.

O futuro do Mundial está nas mãos do Conselho da FIFA, composto por 37 membros, que terão de decidir se acompanham esta visão ambiciosa de Infantino ou se mantêm o formato actual. A decisão poderá alterar radicalmente o panorama do futebol internacional, com implicações profundas para a competitividade, a organização e a própria essência da maior competição do desporto-rei.

AGORA PODE ACOMPANHAR O MUNDIAL DE FUTEBOL COM TODA INFORMAÇÃO – AQUI


Discover more from Apito Final

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Tabela de Conteúdos

Mais Notícias

Outras Notícias