Inzaghi sob pressão no Al-Hilal após passagem por inter e lazio

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Simone Inzaghi, um dos treinadores mais cobiçados do futebol mundial, chegou à Arábia Saudita com grandes esperanças e expectativas. Após conquistar duas finais consecutivas da Liga dos Campeões com o Inter de Milão e garantir um contrato impressionante avaliado em cerca de 26 milhões de euros por ano, que o posiciona como o segundo treinador mais bem pago do mundo, logo atrás de Diego Simeone, Inzaghi parecia destinado a brilhar em sua nova aventura no Al-Hilal. No entanto, a realidade rapidamente se transformou em pesadelo.

Segundo informações do La Gazzetta dello Sport, a situação em Al-Hilal deteriorou-se de forma alarmante. O que começou como uma nomeação promissora para o clube de Riyadh agora está a desmoronar. No início da temporada, a equipe dominava a Liga Saudita com uma vantagem confortável de sete pontos sobre os rivais, uma indicação clara de que Inzaghi estava a adaptar-se perfeitamente ao seu novo ambiente. Contudo, a chegada de janeiro trouxe consigo a assinatura de Karim Benzema, um movimento que Inzaghi havia defendido fervorosamente.

Desde então, os resultados têm sido alarmantes. Al-Hilal conseguiu apenas cinco empates nos últimos sete jogos, o que os fez cair para a terceira posição na tabela, agora a quatro pontos dos líderes Al-Ahli, que contam com estrelas como Franck Kessié e Merih Demiral em seu elenco, enquanto o Al-Nassr, de Cristiano Ronaldo, também está à frente na classificação. De acordo com a mídia árabe, a insatisfação da direção do clube é evidente, e os torcedores começaram a exigir abertamente a demissão de Inzaghi.

Sacar um treinador que recebe um salário tão elevado representaria um compromisso financeiro colossal, mas os rumores indicam que essa possibilidade não pode ser descartada. A situação é particularmente dolorosa para Inzaghi, que já experimentou um colapso semelhante em sua primeira temporada no Inter, quando sua equipe, que liderava a Serie A por sete pontos, viu-se ultrapassada nos últimos meses por Milan, sob a orientação de Stefano Pioli. Agora, ele deve reverter um déficit similar, enfrentando a pressão de um rival como Al-Nassr, treinado por Jorge Jesus.

Os próximos dois jogos de Al-Hilal serão cruciais para o futuro de Inzaghi. A equipe enfrentará o Al-Shabab, atualmente na 12ª posição da tabela, antes de se preparar para o confronto nas oitavas de final da Liga dos Campeões Asiática contra o Al-Saad, comandado por Roberto Mancini, ex-colega de Inzaghi na seleção italiana. Vencer ambos os jogos pode aliviar um pouco a pressão sobre o treinador, mas qualquer resultado inferior fará com que as especulações acerca de seu futuro aumentem de forma alarmante.

A situação está crítica, e Inzaghi, que chegou como um salvador, agora enfrenta um dos maiores desafios de sua carreira. A pressão aumenta, e o futuro incerto poderá definir não apenas a sua permanência no Al-Hilal, mas também o legado que deixará em uma liga que prometia ser o seu novo palco de glória.

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