Itália falha pela terceira vez consecutiva a qualificação para o Mundial

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Itália volta a falhar o Mundial: Três gerações de desilusão que marcaram a história do futebol italiano… mas da pior forma possível!

O futebol italiano está mergulhado numa crise profunda e histórica. Pela terceira vez consecutiva, a Itália falha o apuramento para o Campeonato do Mundo, deixando uma nação inteira desolada e a questionar o futuro da “Azzurra”. Desde a última presença em 2014, com um título conquistado em 2006 sob o comando de Marcello Lippi, este ciclo negro parece não ter fim. Vamos analisar as três equipas que, infelizmente, entraram para a história mas pelos piores motivos.

Na noite fatídica de terça-feira, a derrota contra a modesta Bósnia e Herzegovina no play-off final do Mundial confirmou um pesadelo que já dura quase uma década. A Itália não pisa um Mundial desde o Brasil 2014, e a última vez que jogou uma fase a eliminar foi há quase 20 anos, quando ergueu a taça mais cobiçada do futebol mundial. Agora, a ausência repetida impõe uma reflexão dolorosa sobre os erros e as falhas que têm custado caro.

Recordemos o início desta derrocada: em 2017, com Giampiero Ventura ao leme, a Itália caiu nos play-offs frente à Suécia, num confronto a duas mãos em que perdeu por 1-0 no agregado. Na altura, parecia algo surreal, quase impossível de imaginar para uma potência do futebol mundial. Quatro anos depois, o formato mudou — o playoff passou a uma fase de semi-finais e final — e sob a batuta de Roberto Mancini, a “Squadra Azzurra” caiu logo nas meias-finais, eliminada pela despretensiosa Macedónia do Norte. Caso tivesse avançado, teria pela frente um embate complicado contra Portugal, fora de casa.

A mais recente eliminatória, em 2026, sob a liderança de Gennaro Gattuso, viu a Itália alcançar a final do play-off, mas perder nos penáltis contra uma seleção ranqueada apenas em 65.º lugar no ranking FIFA. Um choque tremendo para o orgulho italiano, que vê um dos seus maiores símbolos, Gianluigi Donnarumma, entre os protagonistas destas derrotas históricas.

Estas foram as formações que falharam a qualificação para o Mundial, representando três capítulos distintos de uma crise sem precedentes:

2018 (Treinador: Giampiero Ventura) – Buffon; Barzagli, Bonucci, Chiellini; Candreva (Bernardeschi 76'), Parolo, Jorginho, Florenzi, Darmian (El Shaarawy 64'); Immobile, Gabbiadini (Belotti 64').

2022 (Treinador: Roberto Mancini) – Donnarumma; Florenzi, Mancini (Chiellini 89'), Bastoni, Emerson; Barella (Tonali 77'), Jorginho, Verratti; Berardi (Joao Pedro 89'), Immobile (Pellegrini 77'), Insigne.

2026 (Treinador: Gennaro Gattuso) – Donnarumma; Mancini, Bastoni, Calafiori; Politano (Palestra 46'), Barella (Frattesi 85'), Locatelli (Cristante 71'), Tonali, Dimarco (Spinazzola 91'); Kean (Esposito 71'), Retegui (Gatti 44').

Cada uma destas equipas tinha talento e potencial, mas a incapacidade de reagir à pressão e aos desafios mais importantes condenou a Itália a uma ausência inédita no futebol moderno. Este ciclo negro não é apenas uma derrota desportiva; é uma verdadeira crise estrutural que exige mudanças profundas na federação, na formação e na mentalidade do futebol italiano.

A Itália está no chão, e a sua recuperação será uma batalha titânica. Para os milhões de adeptos “azzurri” espalhados pelo mundo, a esperança é que esta humilhação histórica sirva de ponto de viragem para reconstruir um gigante adormecido. Até lá, o Mundial continuará a ser um sonho distante para uma das maiores potências do futebol.

Este artigo aparece primeiro em Apito Final.

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