Segunda-feira, Fevereiro 16, 2026

Justiça holandesa pede três anos de prisão para o ex-internacional Romeo Castelen

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Uma sombra paira sobre o ex-futebolista internacional holandês Romeo Castelen, que se encontra no epicentro de um escândalo de lavagem de dinheiro que promete abalar o mundo do desporto. O Ministério Público dos Países Baixos não hesitou em solicitar uma pena de três anos de prisão para Castelen, de 42 anos, que foi apanhado em 2019 no Aeroporto de Schiphol com uma quantia impressionante de €140,000 em sua mala. O que parecia ser uma simples viagem transforma-se numa trama digna de um thriller, onde a fortuna do passado se esbate na penumbra da ilegalidade.

Castelen, que fez parte da seleção nacional da Holanda, alegou que o dinheiro proveniente de ganhos em casinos e da venda de relógios era perfeitamente legítimo. Contudo, as autoridades têm outra perspectiva. O Ministério Público acredita que o ex-jogador não atuou sozinho, mas sim em conluio com o diretor técnico do clube chinês Zhejiang Yiteng, onde jogou em 2017. A suposta lavagem de dinheiro foi orquestrada de forma a mascarar a verdadeira origem da quantia, que Castelen afirmou ser um bónus por ter evitado a despromoção da equipa.

As declarações de Castelen foram defendidas por seu advogado, que argumentou que é “normal” para alguém com a carreira e os ganhos milionários de Castelen andar com grandes quantias em dinheiro. Contudo, o que parece ser uma justificativa banal é mais um elemento que levanta suspeitas sobre a verdadeira natureza do montante que o jogador pretendia levar para a China, alegadamente para adquirir um relógio de luxo.

A situação complica-se ainda mais com a implicação de Owen B., um alegado cúmplice que, segundo o Ministério Público, tinha contratos falsos com o Zhejiang Yiteng que supostamente validavam o seu papel como escuteiro de futebol. A pena solicitada para Owen B. é de 18 meses, e as autoridades acreditam que esses contratos foram utilizados como um artifício para facilitar a lavagem do dinheiro.

O legado de Castelen, que brilhou em clubes como Feyenoord e Hamburger SV, agora enfrenta uma mancha que pode definir o seu futuro. A demanda de uma pena de três anos é um claro indicativo do quão sério é o caso, com o Ministério Público a estar determinado a levar a cabo uma investigação meticulosa para desmascarar as complexas redes de corrupção que podem estar a afetar o mundo do futebol.

Com o fecho dos tribunais a aproximar-se, os olhos permanecem fixos em Castelen e no desenrolar deste escândalo que pode não apenas afetar o ex-jogador, mas também lançar uma luz sobre práticas obscuras que, até agora, estavam escondidas nas sombras do desporto profissional. O clamor por justiça e transparência ecoa cada vez mais forte, enquanto os apaixonados pelo futebol aguardam ansiosamente por uma resolução a esta inquietante saga.

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