A Juventus prepara-se para cortar definitivamente as ligações com Thiago Motta, antigo treinador principal que, surpreendentemente, continua a receber do clube mesmo após a sua saída, há mais de um ano. Segundo avançam os principais meios de comunicação italianos esta segunda-feira, o clube de Turim está pronto para activar uma cláusula no contrato do técnico brasileiro-italiano que lhe permitirá rescindir o acordo a partir de 1 de junho, pondo fim a esta inusitada situação financeira.
Thiago Motta, que chegou à Juventus na época 2024-25 com a difícil missão de substituir Massimiliano Allegri, assinou um contrato de três anos válido até 2027, depois de ter impressionado ao levar o Bologna ao top 4 da Serie A. Contudo, a sua passagem pelos Bianconeri durou menos de uma temporada. Ao fim de cerca de dois terços do campeonato, foi substituído por Igor Tudor, que também já saiu do clube e teve o seu contrato rescindido em janeiro, abrindo caminho para a sua entrada temporária no Tottenham.
Ao contrário do seu sucessor, Motta mantém-se sem qualquer função desde a saída da Juventus, mas continuou a auferir um salário anual elevado, avaliado em cerca de 3,5 milhões de euros. A decisão iminente do clube em activar a cláusula de rescisão poderá implicar o pagamento de uma indemnização, embora esta seja ligeiramente inferior ao montante total dos salários restantes.
Com esta medida, a Juventus pretende limpar a folha salarial e focar-se no projeto liderado por Luciano Spalletti, atual treinador, que passará a ser o único técnico a receber do clube. Esta situação polémica lança luz sobre as práticas contratuais no futebol de topo, onde treinadores despedidos podem permanecer financeiramente ligados aos clubes durante longos períodos, mesmo sem qualquer ligação activa.
A saída definitiva de Thiago Motta do quadro da Juventus encerra um capítulo conturbado na gestão do plantel técnico da equipa, que procura agora estabilidade e resultados consistentes numa altura crucial da sua reconstrução. Os adeptos esperam que esta decisão marque o início de uma nova era para os Bianconeri, longe das incertezas e dos custos desnecessários.
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