Liverpool vive um dos piores momentos da sua história recente após uma derrota humilhante diante do Paris Saint-Germain no Parc des Princes, uma exibição que deixa o clube inglês em níveis alarmantes de crise e dúvida. Depois do desaire embaraçoso na Taça de Inglaterra frente ao Manchester City, o que se esperava ser uma resposta à altura foi rapidamente desfeito pelo domínio avassalador dos parisienses na primeira mão dos quartos de final da Liga dos Campeões.
O treinador Arne Slot surpreendeu ao adotar uma formação inédita, alinhando uma defesa a três composta por Joe Gomez, Ibrahima Konaté e Virgil van Dijk, numa tentativa desesperada de segurar a fortíssima ofensiva do PSG. Contudo, esta mudança tática não surtiu o efeito desejado: o jovem Désiré Doué abriu o marcador logo aos 11 minutos, colocando o Liverpool numa posição desconfortável desde cedo. No segundo tempo, Khvicha Kvaratskhelia ampliou a vantagem, transformando o cenário numa autêntica tragédia para os Reds.
Mais preocupante ainda para os adeptos e direção do Liverpool é o facto da equipa não ter registado um único remate à baliza durante todo o jogo, algo que não acontecia numa partida da Liga dos Campeões desde novembro de 2020, no encontro com a Atalanta. Esta estatística absolutamente aterradora lança sérias dúvidas sobre o investimento milionário feito no mercado de transferências para reforçar o ataque da equipa durante o verão.
Para agravar a situação, Arne Slot decidiu não lançar Mohamed Salah durante o jogo, deixando a estrela egípcia no banco de suplentes num momento em que a equipa mais precisava de criatividade e golos. Esta decisão levanta questões sobre as escolhas do treinador e o equilíbrio da equipa para superar adversários de topo, especialmente numa fase tão crucial da competição.
A derrota por números claros e a incapacidade ofensiva evidenciada no Parc des Princes colocam o Liverpool perante um cenário negro: a ameaça de um afastamento precoce na Liga dos Campeões e uma crise de confiança que pode abalar os alicerces do projeto desportivo do clube. A prioridade agora é perceber como a equipa irá reagir na segunda mão e, mais importante, que mudanças serão implementadas para evitar que um dos maiores emblemas do futebol europeu atinja um nível tão baixo em tão pouco tempo.
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