Marco Silva, o comandante do Fulham, está a passar por um momento decisivo na sua carreira à frente da equipa. Com a intensidade e a paixão que o caracterizam, Silva reflete sobre a transformação que o clube sofreu e a necessidade de mais conquistas enquanto a temporada entra na sua fase crítica. Este domingo, o Fulham enfrenta o Sunderland, num jogo que promete ser fulcral para as aspirações do clube na Premier League e na FA Cup.
“Provavelmente, nunca vou mudar”, diz Marco Silva, enquanto ri de si mesmo. Três anos atrás, neste mesmo cenário, o treinador admitiu que poderia encontrar um equilíbrio para o seu estilo de trabalho. No entanto, este ano, a sua determinação e ética de trabalho continuam intactas. Silva conclui, com convicção: “Mesmo com mais 10 ou 15 anos, não vou mudar.” Para ele, o futebol é mais do que um emprego; é uma paixão que vive diariamente ao lado dos seus jogadores.
A entrega inabalável de Silva em levar o Fulham para a frente é um tema recorrente na nossa conversa. Apesar do seu contrato estar prestes a expirar no verão e de um novo acordo ainda à espera de assinatura, os adeptos podem sentir-se encorajados pela dedicação que ele continua a demonstrar. “Agora não é hora de abrandar”, afirma, ciente de que as próximas semanas serão cruciais.
O calendário é exigente: o Fulham tem pela frente cinco jogos na Premier League e um duelo da FA Cup contra o Southampton. Após um período difícil, onde sofreram quatro derrotas em cinco jogos, a equipa tem uma oportunidade de ouro para encurtar a distância para os lugares de qualificação europeia. “À medida que nos aproximamos do final da temporada, os jogos tornam-se mais decisivos”, observa Silva.
Ele destaca a importância de cada partida antes da pausa internacional, afirmando que “cada resultado pode ditar a luta que teremos pela frente”. O equilíbrio da liga é notável; uma série de boas atuações pode impulsionar a equipa para uma posição confortável, enquanto uma sequência de resultados negativos pode colocá-los em apuros. “Com dois ou três bons resultados, podemos estar numa posição muito boa. Com dois ou três maus resultados, poderemos cair na tabela”, adverte, sublinhando a competitividade feroz da Premier League.
Desde que Silva chegou ao Fulham, a equipa tem se estabelecido como uma força na Premier League, terminando as últimas temporadas em 10º, 13º e 11º lugares. O recorde de pontos na época passada, com 54, é um testemunho do seu trabalho, mas Silva sente que a equipa ainda não conseguiu dar o salto necessário para desafiar os primeiros lugares. “É exigente”, diz ele. “É preciso ser muito consistente para conseguir isso.”
Ele acredita que não se trata apenas de qualidade, mas também de evitar momentos de desconcentração. “Se tivermos esses momentos, normalmente vamos ser punidos”, alerta Silva. O grande desafio da equipa é encontrar a consistência necessária para se afirmar verdadeiramente na liga. “Esta é uma competição contra nós mesmos, para atingirmos um nível que nos permita ser mais competitivos”, conclui, com a convicção de que o que está por vir determinará o futuro do Fulham.
