Marrocos elimina Nigéria e enfrenta Senegal na final da Afcon

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Em uma noite de nervos à flor da pele em Rabat, Marrocos conseguiu uma vitória emocionante sobre a Nigéria, triunfando por 4-2 nas penalidades e garantindo um lugar na final da Copa Africana de Nações de 2025 (Afcon). A partida, que se desenrolou em um ambiente eletrizante, viu Youssef En-Nesyri converter o penalti decisivo, colocando a bola no canto inferior esquerdo, após o goleiro Yassine Bounou ter defendido as tentativas de Samuel Chukwueze e Bruno Onyemaechi.

O jogo foi marcado pela escassez de oportunidades de gol, com a expectativa de uma disputa de penalidades pairando no ar desde os primeiros minutos. O atacante marroquino Brahim Diaz, artilheiro do torneio, teve a melhor chance para a sua equipe antes do intervalo, mas um cabeceio mal calculado a partir de um cruzamento de Achraf Hakimi se transformou em um momento de frustração, resultando em um remate que mal tocou o alvo.

Enquanto isso, os astros nigerianos, Victor Osimhen e Ademola Lookman, foram incapazes de brilhar, lutando para se desvincular de uma defesa marroquina sólida. Lookman conseguiu apenas um remate de média distância, facilmente defendido por Bounou, e a Nigéria, apesar de sua experiência, teve dificuldades em criar jogadas significativas durante todo o jogo.

A vitória marca a primeira vez que a equipe de Walid Regragui chega à final da Afcon desde 2004 e representa uma oportunidade de levantar o troféu pela primeira vez desde 1976. Com a final agendada para domingo contra o Senegal, que derrotou o Egito por 1-0 na outra semi-final, as expectativas são altas entre os fãs marroquinos.

Marrocos, que agora está invicto há 26 jogos, viu seu último revés na fase de mata-mata da Afcon de 2023. Este é apenas o segundo acesso à final da Afcon para os Leões do Atlas, um feito que explica a paixão e a esperança dos torcedores que lotaram o Estádio Prince Moulay Abdellah. A fervorosa atmosfera no estádio, que foi recentemente renovado, foi um reflexo do investimento significativo feito pelo Rei Mohammed VI no futebol marroquino, visto como uma ferramenta para mudança cultural e social.

Calvin Bassey, defensor do Fulham, foi uma das figuras-chave para a Nigéria, apesar de ter recebido um cartão amarelo questionável que quase o afastou da final devido a uma falta sobre Diaz. A atuação de Bassey foi crucial, especialmente ao limitar as oportunidades de gol dos anfitriões. Mesmo com a pressão crescente de Marrocos, a Nigéria se mostrou resistente, conseguindo se manter à frente do placar e levando a partida para a prorrogação.

No entanto, a segunda metade do jogo não trouxe muitas emoções, e os apelos por um penalti após um remate de Hakimi que tocou no braço de Bassey foram em vão. O VAR decidiu não intervir, já que a bola havia tocado primeiro em outro defensor e depois no corpo de Bassey.

Enquanto a final se aproxima, Marrocos está determinado a fazer história em casa e conquistar o título que escapou por tanto tempo. A expectativa é alta, e a paixão dos torcedores marroquinos por seu time nunca foi tão intensa.


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