Messi pode continuar a jogar, revela treinador da Argentina

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Lionel Messi continua a desafiar o tempo e as expectativas, com o seu futuro na Seleção Nacional de Argentina a ser deixado em aberto pelo próprio selecionador, Lionel Scaloni. Em declarações fortes e reveladoras, Scaloni afirmou que o icónico capitão argentino “vai continuar a jogar enquanto quiser”, sublinhando que o génio do futebol mantém-se tão competitivo e determinado como sempre.

A relação entre Messi e a Argentina tem sido uma montanha-russa ao longo dos anos. Muitas vezes criticado por não corresponder às expectativas, o craque chegou mesmo a anunciar a sua despedida da seleção internacional por duas vezes antes de Scaloni assumir o comando. Após o desaire na Copa do Mundo de 2018, o atual treinador telefonou-lhe para tentar convencê-lo a regressar, recebendo a resposta: “Vocês estão loucos”. Contudo, vendo uma nova equipa jovem e promissora a crescer, Messi acabou por aceitar o desafio novamente.

A consagração argentina na Copa América 2021 foi o ponto de viragem para Messi, que inicialmente anunciara que o Mundial do Qatar 2022 seria o seu último torneio internacional. A vitória em 2022 e o êxito na Copa América 2024 prolongaram a sua carreira, e apesar de nunca ter confirmado oficialmente a sua presença no Mundial deste verão, a sua inclusão no plantel era previsível — e poderá não ser a última.

Scaloni não tem dúvidas: “Ele vai continuar a jogar enquanto quiser, porque já sabemos do que ele é capaz. Não é surpresa que esteja no seu sexto Mundial. O que surpreende é que só tenha ganho quatro títulos com a seleção.” O treinador acrescentou ainda: “Ele não mudou muito; continua o mesmo, competitivo, com a mesma vontade. Não acredito que isso vá mudar. É o exemplo que todos queremos para um jogador de futebol. Não é só o que se ganha ou como se joga, mas como se encara tudo, e é isso que tentamos transmitir aos mais jovens. Eles começam a perceber.”

A influência de Messi na Argentina é tão profunda que até o avião que transporta a equipa para os Estados Unidos, onde decorrerá o Mundial, está decorado com as cores da seleção e ostenta o número 10, o símbolo do craque. Scaloni reconhece que todas as decisões importantes passam por Messi: “É inútil dizer que sou eu quem decide tudo. No caso dele, e acho que merece, converso sempre com ele, pergunto como está, e tentamos chegar a um acordo. É assim que tem de ser, porque ele já enfrentou muitas dificuldades, mas traz-nos tanto…”

Apesar de Messi estar a recuperar de uma lesão muscular sofrida no último jogo pelo Inter Miami antes do Mundial, Scaloni mantém-se otimista, embora realista: “Imagino que todas as seleções estejam preocupadas com o início do Mundial, em garantir que os jogadores chegam na melhor forma possível. É difícil estar a 100%, mas estamos a trabalhar bem.” No entanto, o treinador deixou claro que o próprio Messi decidirá o seu ritmo de recuperação.

A relação entre Scaloni e Messi é especial, construída numa base de respeito e comunicação que nenhum dos anteriores treinadores da Argentina conseguiu igualar. São dois antigos companheiros que se entendem e que, juntos, podem prolongar a era dourada do futebol argentino. Com Messi a ditar as regras do seu legado, a Seleção Argentina prepara-se para mais um capítulo épico, com a estrela maior pronta para brilhar enquanto lhe apetecer.

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