Lionel Messi está a lutar contra o relógio para estar em forma para o Mundial do Qatar, e a sua recuperação do problema muscular na coxa esquerda continua a ser o centro das atenções na preparação da Argentina. O capitão do Inter Miami treinou de forma isolada durante a primeira sessão da selecção na base de treinos em Kansas City, nos Estados Unidos, deixando claro que a sua presença no jogo inaugural contra a Argélia, a 16 de junho, ainda não está garantida, apesar da confiança da equipa técnica.
Desde 24 de maio que Messi não entra em campo, devido a uma fadiga muscular que o tem obrigado a um plano de recuperação individualizado, longe do grupo principal comandado por Lionel Scaloni. Aos 38 anos, o astro argentino mostra determinação, mas a sua condição física é uma incógnita que paira sobre a equipa que defenderá o título mundial.
Messi não está sozinho nesta luta: vários jogadores estão a cumprir programas específicos de treino para ultrapassar lesões e pequenas mazelas. Emiliano Martinez, Nico Paz, Leandro Paredes, Nico Gonzalez, Thiago Almada, Gonzalo Montiel e Nahuel Molina também treinam à margem do grupo, sob rigorosa supervisão médica. A Associação de Futebol Argentina confirmou que todos estão a progredir favoravelmente, com fisioterapeutas a acompanhar de perto os exercícios específicos em campo.
Num sopro de optimismo para Scaloni, Cristian Romero e Julián Álvarez receberam luz verde dos médicos e regressaram ao treino completo. Romero recuperou de uma entorse ligamentar no joelho direito, enquanto Álvarez, que esteve afastado mais de um mês devido a uma lesão no tornozelo, volta a estar disponível para os próximos desafios.
A Argentina prepara-se para o Mundial com dois jogos de preparação cruciais: no sábado defronta Honduras, num teste importante para afinar a equipa, e a 9 de junho enfrenta a Islândia em Auburn, Alabama, antes de se lançar na defesa do título contra a Argélia, em Kansas City. Seguem-se os jogos contra a Áustria, em Arlington, Texas, e contra a Jordânia, a 27 de junho, para fechar a fase de grupos.
O que está em jogo é claro: a Argentina precisa de Messi no seu melhor para sonhar com a revalidação do título, mas o tempo é escasso e a recuperação física do seu maior ícone é uma corrida contra o relógio que todos acompanham com ansiedade. Cada sessão de treino isolado de Messi é um lembrete da fragilidade que pode definir o rumo da selecção campeã do mundo.
