Morgan Rogers chega ao Chelsea no recorde britânico de 117 milhões

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Morgan Rogers tornou-se a contratação mais dispendiosa da história britânica ao assinar pelo Chelsea por 117 milhões de libras vindas do Aston Villa. O avançado inglês, que rubricou um contrato válido por sete anos, junta-se assim ao plantel comandado por Xabi Alonso, numa transferência que promete remodelar a dinâmica da equipa dos Blues.

O interesse de Chelsea em Rogers já vinha de algum tempo, tendo o jogador preferido o clube londrino apesar de poder ter continuado a disputar a Liga dos Campeões pelo Aston Villa. O jornalista Kaveh Solhekol explicou: “Algumas pessoas podem surpreender-se que Rogers tenha decidido trocar o Aston Villa pelo Chelsea, mas o jogador realmente tinha o coração fixado em mudar-se para Stamford Bridge e assim que a proposta apareceu, aceitou imediatamente”. O facto de não jogar na Europa na próxima temporada não o demoveu, pois o Chelsea continua a ser um gigante com ambições fortes sob a batuta do novo treinador, Xabi Alonso. Rogers é reconhecido não só pela sua qualidade técnica, mas também pela sua presença física, uma carência que a equipa pretendeu colmatar com esta contratação.

No que toca às finanças do negócio, James Savundra destacou a estratégia do Chelsea: “Os Blues são campeões do Mundial de Clubes e, apesar de nem sempre terem sido consistentes em campo durante a era BlueCo, têm sido vendores de classe mundial. Já garantiram saídas suficientes para cobrir o custo dos 117 milhões pagos por Rogers”. O clube arrecadou cerca de 130 milhões de libras com as vendas de jogadores como Marc Cucurella, Andrey Santos e Tyrique George, além da compensação significativa obtida do Manchester City pela transferência de Maresca. Jogadores como Reece James, Cole Palmer e João Pedro são considerados intocáveis, mas outras figuras do plantel, como Garnacho, Nicolas Jackson e Trevoh Chalobah, poderão render mais de 100 milhões se saírem. Malo Gusto, Benoit Badiashile e Axel Disasi também são apontados como possíveis transferências, alinhadas com o compromisso do Chelsea em cumprir as regras financeiras da UEFA, após um acordo de quatro anos com a entidade.

Além da chegada de Rogers, o Chelsea mantém-se ativo no mercado, com interesse em reforçar a defesa. O antigo defesa do Manchester City, John Stones, surge como opção para colmatar lacunas no sector defensivo. O clube está também a negociar a contratação de Maxence Lacroix, do Crystal Palace, e demonstra interesse em Alex Scott, médio do Bournemouth que recusou renovação. Para substituir Marc Cucurella, transferido para o Real Madrid, o Chelsea mantém conversações com o lateral-esquerdo Pep Chavarria, do Rayo Vallecano.

A chegada de Rogers poderá ainda afetar o papel de Cole Palmer, seu amigo e companheiro de equipa, embora detalhes sobre esta influência não tenham sido aprofundados. A contratação do avançado inglês sinaliza uma nova era para o Chelsea, com ambição renovada e uma aposta clara em reforçar a competitividade do plantel para os próximos desafios.


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