A recente saída de Ruben Amorim do Manchester United continua a ser um tema controverso e debatido, especialmente após a análise contundente do ícone dos Red Devils, Gary Neville. O ex-jogador não hesitou em apontar a partida contra o Wolverhampton como um ponto crucial que precipitou a queda do técnico português. Com a pressão em Old Trafford a aumentar, a escolha de Amorim por um esquema tático que não se alinhava com as necessidades do jogo parece ter sido um erro estratégico irreversível.
Durante uma aparição no programa “The Overlap”, Neville não poupou nas críticas, questionando diretamente as decisões de Amorim. “O que estava a pensar?”, foi a frase que ecoou nas mentes dos adeptos, refletindo a incredulidade do ex-defesa sobre a utilização de um 3-4-3 contra uma das equipas mais fracas da Premier League. A escolha de um sistema defensivo excessivo em vez de explorar as fraquezas do adversário foi vista como uma falta de adaptação e uma recusa em evoluir.
Neville destacou que, após a partida contra os Wolves, a direção do clube não poderia deixar de questionar as intenções de Amorim. “Acredito que em cada clube de futebol, o diretor desportivo e o treinador realizam reuniões semanais para avaliar o desempenho. Depois do jogo contra o Wolves, é impensável que não tivessem questionado: ‘O que se passou aqui? Por que regressaste a uma formação que claramente não era necessária?'”, disse Neville, sublinhando a gravidade da situação.
O desempenho de Amorim no clube foi marcado por uma taxa de vitórias de apenas 38.10%, que se revela abaixo do que os adeptos e a direção esperavam. Em comparação, Michael Carrick, que assumiu como treinador interino, já iniciou sua era com um impressionante 66.67% de vitórias, o que levanta questões sobre as decisões táticas e estratégicas do seu antecessor.
Com o Manchester United a atravessar um dos seus períodos mais turbulentos, tendo apenas uma vitória nos últimos sete encontros, a chegada de Carrick poderá trazer a revitalização que o clube tanto necessita. O primeiro teste será o embate no Manchester Derby, onde a pressão será imensa para que o novo treinador consiga inverter a maré e devolver a confiança aos adeptos.
As declarações de Neville, além de reveladoras, expõem a fragilidade da situação de Amorim, que, em última análise, parece ter falhado em aproveitar uma sequência de jogos que poderia ter solidificado a sua posição. O futuro de Carrick no comando pode muito bem depender da capacidade de resposta da equipa num momento crítico, onde cada decisão será analisada sob o olhar atento de uma nação apaixonada pelo futebol.
