Neymar convocado para o Mundial 2026 apesar de lesão no joelho

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Neymar está fora do jogo de estreia do Brasil no Mundial 2026 frente a Marrocos, uma decisão que apanhou de surpresa adeptos e especialistas e lançou dúvidas sobre o futuro imediato do craque na competição. A ausência do avançado brasileiro, que regressou recentemente à convocatória após uma longa paragem, ameaça as aspirações do Brasil ao tão cobiçado hexacampeonato e reacende o debate sobre a dependência da equipa canarinha em relação ao seu maior talento.

O seleccionador Carlo Ancelotti incluiu Neymar na lista final de 26 jogadores para o Campeonato do Mundo, apesar de o futebolista de 34 anos ainda não estar totalmente recuperado das graves lesões sofridas em 2023. O drama começou em Outubro do ano passado, quando Neymar ultrapassou Pelé como melhor marcador de sempre da selecção brasileira, apenas para, no jogo seguinte, romper o ligamento cruzado anterior e o menisco do joelho esquerdo num duelo de qualificação frente ao Uruguai. Desde então, não voltou a vestir a camisola do Brasil, o que elevou ainda mais a expectativa em torno do seu regresso no palco maior do futebol mundial.

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A presença de Neymar em Nova Jérsia para o confronto inaugural com Marrocos, no próximo sábado, chegou a ser apontada como possível, mas fonte oficial da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) revelou que o avançado ainda se encontra a braços com uma lesão na barriga da perna. “O exame mostrou boa evolução no tratamento, dentro dos parâmetros esperados. Vai continuar o processo de recuperação e preparação física planeado pelo departamento médico da selecção”, informou a CBF em comunicado, sublinhando que a prioridade é garantir o regresso do jogador em plenas condições.

Esta notícia tem impacto imediato nas ambições do Brasil. A ausência de Neymar nos dois jogos de preparação frente ao Panamá e ao Egipto já havia alimentado especulações sobre o seu estado físico, e agora confirma-se que o camisola 10 não estará disponível para o embate crucial diante de Marrocos. Esta partida assume grande importância, não só por ser o arranque da campanha brasileira, mas também por colocar frente a frente duas selecções apontadas como candidatas a passar à próxima fase.

O próprio Neymar, em declarações recentes, admitiu que está a fazer tudo para recuperar o mais rapidamente possível, mas pediu cautela: “Estou a trabalhar todos os dias, a sentir melhorias, mas é preciso respeitar o tempo de recuperação. Quero voltar quando estiver a 100% para ajudar o Brasil a conquistar o título”, afirmou o avançado, mostrando ambição mas também consciência dos riscos de um regresso apressado.

Internamente, Ancelotti e a equipa técnica enfrentam agora o desafio de reinventar o ataque sem a principal referência ofensiva. O seleccionador já garantiu que não vai correr riscos desnecessários com Neymar. “É uma decisão médica, não vamos precipitar nada. O importante é ter todos os jogadores disponíveis nos momentos decisivos”, afirmou o treinador italiano, reforçando a ideia de que o regresso do craque só acontecerá quando houver garantias totais de recuperação.

O cenário mais provável é que Neymar falhe o primeiro jogo e aponte o regresso à segunda jornada do Grupo C, frente ao Haiti, marcada para 20 de Junho em Filadélfia. Este plano permite-lhe mais uma semana de trabalho específico, aumentando as hipóteses de um regresso em grande estilo e de evitar recaídas que possam comprometer o resto da competição.

A ausência do antigo jogador do PSG e Barcelona concentra todas as atenções nos restantes elementos do ataque brasileiro, que terão de assumir o protagonismo em Nova Jérsia. O desempenho do Brasil sem Neymar será examinado ao pormenor por adeptos e adversários, numa altura em que a pressão sobre a selecção é máxima e as expectativas estão no auge.

Se Neymar recuperar a tempo do segundo jogo, poderá ainda ser decisivo na fase de grupos e, sobretudo, nos duelos a eliminar, onde a sua experiência e qualidade são reconhecidas internacionalmente. Para já, o Brasil entra em campo sem o seu maior símbolo, num Mundial que pode ser o último da carreira de Neymar. O país inteiro aguarda com ansiedade o regresso do craque, enquanto a selecção tenta provar que pode ser candidata ao título, mesmo sem a sua estrela maior.

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