Paul Scholes lançou críticas fortes a Thomas Tuchel, sugerindo que o treinador está a “engenhar a sua saída” da selecção inglesa, após a eliminação da Inglaterra no Mundial de 2022. O antigo internacional inglês, agora comentador, também afirmou que a Inglaterra tem “melhores jogadores” do que Espanha, apesar de considerar esta ideia “f***ing stupid”.
A Inglaterra terminou o Mundial com um triunfo por 6-4 sobre França, garantindo o terceiro lugar, depois de ter sido afastada pela Argentina nas meias-finais. Scholes recordou que a Inglaterra comprometeu a sua prestação ao optar por uma estratégia defensiva nos últimos 30 minutos contra os argentinos, que mais tarde perderam para Espanha na final por 1-0. Apesar da vitória espanhola, Scholes não poupou críticas à equipa de Luis de la Fuente.
Sobre Tuchel, Scholes comentou no programa “The Good, The Bad and The Football”: “Parece indicar que ele quer sair, pelas coisas que disse, porque é difícil voltar daquele resultado. Não sabia até ontem, quando ouvi alguém a falar, o quanto ele se desentendeu com pessoas nos clubes por onde passou.” O antigo médio destacou que Tuchel nunca permaneceu muito tempo em clubes como PSG, Borussia Dortmund ou Bayern Munique, sugerindo que o técnico poderá estar a “engenhar a sua saída”. “Acho que haverá alguns jogadores furiosos com os treinadores”, acrescentou.
Scholes não poupou a selecção inglesa, dizendo que “não é uma equipa”, apesar de considerar que individualmente têm “melhores jogadores” do que Espanha. “Não sinto que todos estejam verdadeiramente preocupados com a sua própria prestação. Temos jogadores brilhantes, mas muito egoístas”, explicou.
A possibilidade de Ole Gunnar Solskjaer assumir o comando da Inglaterra também foi abordada. Nicky Butt afirmou: “Não o vejo como treinador da Inglaterra,” opinião com a qual Scholes concordou prontamente: “Não acho que ninguém o veja.” Butt acrescentou ainda que não acredita que Solskjaer próprio se veja nesse papel.
Estas declarações intensas de Scholes abrem um debate sobre o futuro da selecção inglesa, apontando para um clima de instabilidade e possíveis mudanças no comando técnico. A crítica ao estilo defensivo e à falta de união na equipa reforça a pressão sobre Tuchel e o plantel, num momento em que a Inglaterra procura afirmar-se como uma potência europeia no futebol.
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