Mauricio Pochettino não escondeu a frustração após a pesada derrota dos Estados Unidos frente a Portugal (0-2), mas assumiu que a equipa norte-americana mostrou capacidade para competir contra uma das potências do futebol mundial. O selecionador argentino lançou um alerta claro: os EUA precisam corrigir erros cruciais se querem sonhar alto no Mundial de 2026, que se realiza em solo norte-americano.
“Temos de ver contra quem jogámos nestes dois encontros, Bélgica e Portugal, que estão no topo do ranking da FIFA. Apesar de ser difícil, esta é a maneira de melhorar e de perceber como estas equipas competem. Conseguimos ser competitivos, mas temos de melhorar”, afirmou Pochettino, que já tinha visto a sua equipa ser goleada por 5-2 na receção à Bélgica durante esta pausa FIFA.
O técnico argentino não poupou críticas à forma como a sua equipa concedeu demasiado espaço aos talentosos jogadores portugueses. “Quando damos espaços a jogadores como Gonçalo Ramos, Bruno Fernandes, Pedro Neto ou João Félix, eles podem marcar e foi isso que aconteceu. Foram detalhes táticos e individuais que decidiram o jogo. Nos 90 minutos fomos intensos e agressivos, mas podemos perder em detalhes e foi isso que aconteceu, ainda para mais quando jogamos com equipas deste nível, como Portugal”, sublinhou Pochettino.
Este desaire evidencia que a seleção dos Estados Unidos, apesar de estar a evoluir, ainda tem muitas arestas para limar para se afirmar no mapa do futebol mundial. Com o Mundial de 2026 à porta, a pressão aumenta e a exigência é máxima para que o conjunto norte-americano aprenda com os erros e transforme o talento em resultados concretos.
Portugal, por sua vez, confirmou o favoritismo e mostrou a qualidade de um plantel recheado de estrelas, que soube aproveitar cada brecha criada pela defesa americana. O encontro serviu para reforçar a ideia de que a equipa orientada por Pochettino ainda está longe do patamar das grandes seleções, mas que com trabalho e ajustes pode surpreender.
Esta derrota deixa claro que os Estados Unidos não podem continuar a oferecer facilidades a adversários de topo, sob pena de verem o sonho do Mundial em casa esmorecer antes do tempo. A mensagem de Pochettino é inequívoca: é preciso crescer, ser mais rigoroso e não dar espaço aos craques adversários. O Mundial 2026 está mesmo à porta, e a luta pela glória mundial começa já nos detalhes táticos e na concentração de todos os 90 minutos.
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