O Paris Saint-Germain, um dos gigantes do futebol francês, viveu uma noite de verdadeira desilusão ao ser eliminado da Taça de França pelo rival Paris FC, numa partida que deixou os adeptos perplexos. Com um desempenho notável, mas sem a recompensa desejada, a equipa de Luis Enrique viu a sua caminhada na competição interrompida de forma surpreendente.
Os internacionais portugueses Vitinha e Gonçalo Ramos foram titulares, enquanto Nuno Mendes entrou como suplente, mas foi Jonathan Ikoné quem decidiu o jogo, marcando o único golo aos 74 minutos. O desfecho da partida não refletiu a superioridade mostrada em campo pelo PSG, que dominou a posse de bola e criou inúmeras oportunidades, totalizando 25 remates, dos quais sete foram na direção da baliza adversária. Em contraste, o Paris FC apenas conseguiu quatro remates, demonstrando a ineficácia do ataque do PSG.
Após o apito final, a frustração era evidente. Gonçalo Ramos não hesitou em criticar a arbitragem, acusando o árbitro de permitir que o Paris FC adotasse uma tática de antijogo, que prejudicou o fluxo da partida. “Desde o início até ao fim, foi um antijogo constante. É frustrante ver a nossa equipa a jogar tão bem e não ser recompensada”, desabafou o avançado.
Luis Enrique, por sua vez, optou por uma abordagem mais comedida. O treinador espanhol considerou a derrota “injusta”, mas sublinhou que faz parte do desporto. “Acho que é muito fácil falar deste jogo: foi uma partida muito completa, jogámos muito bem, fizemos todo o trabalho e dominámos o jogo. Não vejo qualquer problema na exibição, mas é preciso marcar golos e nós não marcámos. É assim o futebol. Estou muito satisfeito com o que vi, tanto coletiva como individualmente. O resultado é injusto, mas temos de o aceitar”, afirmou Enrique em conferência de imprensa.
O técnico lamentou apenas a falta de eficácia da sua equipa e reforçou a necessidade de aceitar as derrotas como parte do jogo. “É preciso saber perder e, neste caso, para nós, é um resultado realmente estranho. Não era este o nosso objetivo, porque esta é uma competição de que gostamos. Temos de aceitar e é assim. Se tiver de perder jogos, que seja desta maneira. O que eu quero é aquilo que espero ver dos meus jogadores, individualmente e enquanto equipa. Tenho a certeza de que, quando voltar a ver o jogo, essa sensação será ainda mais forte. Estou muito tranquilo em relação aos meus jogadores e à equipa”, concluiu.
A eliminação do PSG na Taça de França levanta questões sobre a eficácia da equipa e a capacidade de lidar com a pressão em momentos decisivos. Para os adeptos, a esperança é que a equipa consiga aprender com esta experiência e voltar mais forte nas próximas competições. A temporada ainda não acabou, mas a sombra desta derrota poderá ser sentida nos próximos jogos, enquanto o PSG tenta recuperar a confiança e a eficácia que o tornaram uma das forças mais temidas do futebol europeu.
