Al Hilal pode ter deixado escapar a liderança da Roshn Saudi League, mas isso não está a causar alvoroço na equipa. Os campeões de 2023-24 mostraram que têm a capacidade de recuperar de desvantagens, tendo já uma experiência recente que os faz acreditar na reviravolta. No regresso da pausa de meio da temporada, a equipa estava a quatro pontos do rival Al Nassr, mas conseguiu encadear sete vitórias consecutivas, terminando janeiro com uma vantagem de sete pontos no topo da tabela.
No entanto, o último encontro da noite de terça-feira, que resultou num empate 1-1 contra o Al Taawoun, deixou a equipa de Simone Inzaghi em terceiro lugar, não conseguindo, por segunda semana consecutiva, terminar no comando. Com um jogo agendado contra o Al Nassr, a formação de Al Hilal está empatada em pontos com os seus rivais de Riyadh e a apenas um ponto dos atuais líderes, Al Ahli. E não se pode ignorar que o Al Qadsiah, sob a liderança de Brendan Rodgers, está a três pontos da frente, intensificando ainda mais a luta pelo título.
O empate em Buraidah foi um duro golpe para Al Hilal, tendo Neves colocado a equipa em vantagem com um golo de penalty aos 41 minutos, apenas para Roger Martinez igualar a contenda com uma conversão semelhante durante o tempo de compensação da primeira parte. Este resultado representa o quinto empate da equipa nas últimas sete partidas na RSL, um sinal preocupante para os adeptos.
“Não foi o resultado que queríamos,” afirmou Neves, que coletou a sua sexta distinção de Homem do Jogo nesta temporada. “Na primeira parte, principalmente, merecíamos um pouco mais – jogámos muito bem. A única oportunidade que tiveram foi o penalty e resultou em golo.” Contudo, a mentalidade permanece forte com a proximidade do próximo desafio: o derby de Riyadh contra o Al Shabab. Neves pediu calma e foco à sua equipa.
“Fomos segundos até dezembro [e] tivemos um janeiro fantástico,” recordou o jogador. “Fomos para o primeiro lugar. Agora estamos em terceiro, mas claro que a equipa pode voltar a subir.” Ele reforçou a confiança, lembrando que a equipa já demonstrou resiliência anteriormente: “Voltámos em janeiro. Temos ainda três meses pela frente e muitos jogos a disputar.”
Com a intensidade da competição a aumentar, Al Hilal enfrenta um momento crucial na temporada. A pressão está a construir-se, e a capacidade de reagir rapidamente será testada. O que se segue será decisivo não só para o presente, mas também para o futuro da equipa e a busca incessante pelo título.
