Mohamed Salah celebra o 34.º aniversário com tudo em jogo: Bélgica e Egipto defrontam-se num duelo de alto risco, logo na abertura do Grupo G do Mundial 2026. As atenções centram-se em Seattle, onde os Diabos Vermelhos de Rudi Garcia, apesar de já não contarem com a vaga de estrelas de outros tempos, continuam a ser apontados como favoritos indiscutíveis neste grupo. Para o Egipto, este será, indiscutivelmente, o teste mais exigente da fase inicial — e o mesmo se pode dizer da Bélgica.
O confronto está marcado para domingo, 15 de Junho, às 20h00 (hora de Lisboa), no emblemático Lumen Field, em Seattle, nos Estados Unidos, com o árbitro brasileiro Ramon Abatti a assumir o apito. A transmissão televisiva está assegurada para diferentes públicos: BBC One e plataformas digitais associadas para o Reino Unido; FOX One para quem acompanha em inglês nos Estados Unidos, e Telemundo para cobertura em espanhol — sem interrupções para intervalos de hidratação. No Canadá, o jogo passa nos canais TSN e RDS, enquanto no México poderá ser seguido através da ViX.

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O histórico do Egipto no Mundial é, para dizer o mínimo, desolador: nunca venceu qualquer jogo na competição e, na edição de 2018, saiu derrotado em todos os encontros da fase de grupos. Este contexto carrega um peso adicional para Salah, o capitão e símbolo máximo do futebol egípcio, que, ao assinalar o seu aniversário diante dos belgas, sabe que esta pode ser a última oportunidade de brilhar na maior montra do futebol mundial. A pressão é imensa, não só para o craque do Liverpool, mas para toda uma nação que anseia por um momento de glória.
A Bélgica, mesmo sem o brilho de outras edições, surge renovada sob o comando de Rudi Garcia, determinada a não perder o estatuto de favorita do grupo. “Sabemos que não temos a mesma profundidade de outros anos, mas a ambição mantém-se intacta. O Egipto é um adversário perigoso, com jogadores rápidos e motivados”, afirmou Garcia na antevisão do encontro, frisando a importância de entrar a vencer para controlar o destino na competição. Do lado egípcio, Salah deixou claro o sentimento que atravessa o balneário: “Este pode ser o meu último Mundial. Quero dar tudo, e sei que os meus colegas sentem o mesmo. A Bélgica é forte, mas vamos lutar até ao fim”, declarou em conferência de imprensa, mostrando-se determinado a contrariar o favoritismo belga.
Este embate inaugural é fundamental para o futuro imediato de ambos os conjuntos. Com Irão e Nova Zelândia ainda por defrontar, tanto belgas como egípcios sabem que o desfecho deste jogo pode definir o grau de dificuldade do percurso até aos oitavos-de-final. Para a Bélgica, uma vitória permite encarar os próximos desafios com maior tranquilidade e gerir o plantel, enquanto o Egipto, mesmo em caso de derrota, mantém esperanças de apuramento, desde que consiga pelo menos quatro pontos frente a adversários teoricamente mais acessíveis — sendo que a Nova Zelândia é, de longe, a selecção mais fraca do grupo, e o Irão enfrenta dificuldades logísticas e de deslocação.
A pressão está no máximo, e qualquer deslize pode ser fatal, sobretudo para um Egipto que não se pode dar ao luxo de repetir os desaires do passado. Os próximos capítulos serão decisivos: a Bélgica terá de confirmar o favoritismo e provar que ainda é um tubarão europeu, enquanto o Egipto joga pelo orgulho nacional e pela última dança de Salah, que sonha quebrar o enguiço egípcio no Mundial. O mundo do futebol assiste, expectante, a este duelo que pode redefinir o equilíbrio do Grupo G e lançar as bases para uma campanha surpreendente de uma das selecções.
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