O futebol, com a sua intensidade inigualável, é um campo de batalha onde as lesões se tornaram uma realidade indesejada, mas inevitável. Esta temporada da Premier League não é exceção, com equipas como Tottenham, Arsenal e Newcastle a enfrentarem um verdadeiro pesadelo de lesões que tem abalado as suas aspirações. Através de uma análise detalhada, com a ajuda do especialista em lesões Ben Dinnery, do premierinjuries.com, vamos explorar qual das equipas tem sido mais afetada e o impacto devastador que isso tem sobre os treinadores em apuros.
As estatísticas são claras: algumas equipas estão a sofrer mais do que outras. No coração da questão está o Tottenham, que, sob a liderança de Thomas Frank, se vê a lidar com um número alarmante de lesões. Com 19 lesões distintas, o Spurs empata com Arsenal, Chelsea e Leeds como as equipas mais atingidas, enquanto ocupa o segundo lugar em termos de dias perdidos devido a lesões, apenas atrás do Newcastle.
“Estamos a falar de uma situação crítica. Sete jogadores da primeira equipa estão indisponíveis devido a lesões, incluindo Dejan Kulusevski e James Maddison, que ainda não conseguiram fazer uma única aparição esta temporada”, comentou Dinnery, sublinhando a pressão crescente sobre Frank, cuja abordagem mais cautelosa tem sido alvo de críticas. Contudo, é importante notar que, em comparação com o seu antecessor, Ange Postecoglou, Frank está a lidar com um cenário menos caótico; na mesma altura da temporada passada, o Tottenham contabilizava 25 lesões e 707 dias perdidos.
Mas não é apenas o Tottenham que está a sofrer. O Newcastle, sob o comando de Eddie Howe, acumula o mais alto número de dias perdidos devido a lesões. A pressão de competir em quatro frentes está a deixar a equipa em apuros, com um registo de apenas duas vitórias fora de casa na liga. “As lesões têm um impacto profundo na performance”, afirmou Dinnery, destacando como isso afeta a forma da equipa.
Enquanto isso, o Arsenal, que lidera tanto a Premier League como a fase de grupos da Liga dos Campeões, também se vê afetado. Apesar de ter uma profundidade de plantel que atenua muitos dos efeitos das lesões, não escapa ao desafio, sendo uma das equipas que mais dias perdeu devido a lesões nesta campanha.
Para as equipas que lutam na parte inferior da tabela, como Nottingham Forest e Leeds United, as lesões têm sido particularmente devastadoras. No entanto, em um panorama mais amplo, a Premier League como um todo perdeu 2,157 dias a menos devido a lesões em comparação com a mesma fase da temporada anterior. Contudo, a gravidade das lesões parece estar a aumentar, com dados indicando que 60% das lesões musculares requerem, em média, 30 dias de recuperação, o que representa a maior proporção desde que começaram a ser registadas.
Dinnery conclui: “Os jogadores estão sob uma pressão imensa para jogar, o que é refletido no ambiente competitivo da Premier League. Com um calendário tão apertado, os atletas são constantemente empurrados para os seus limites.” A questão que fica é: até que ponto as equipas conseguirão sobreviver a este vendaval de lesões e manter as suas ambições intactas? A resposta pode ser a chave para o sucesso nesta temporada tumultuosa.
