Spurs investem 200 milhões na reconstrução do meio-campo

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A transformação do meio-campo do Tottenham por quase 200 milhões de libras está a agitar o mercado, mas será que esta era realmente a principal fraqueza do plantel? A família Lewis anunciou no final de maio um investimento maciço na equipa, surpreendendo adeptos habituados a anos de contratações desastrosas e hesitação administrativa. Após duas temporadas consecutivas a lutar para evitar a descida, com um 17.º lugar angustiante, o Tottenham surge agora como uma potência financeira que está prestes a bater o recorde do clube com a contratação de Mateus Fernandes por 85 milhões de libras, superando o Manchester United numa disputa frenética.

O clube londrino procura reconstruir o seu meio-campo por completo, com o técnico Roberto De Zerbi a querer imprimir uma nova identidade tática. Lucas Bergvall já pondera outras opções face à iminente revolução, onde jogadores do atual plantel são empurrados para a saída ou para o banco. Além de Fernandes, o Tottenham contratou Jan Paul van Hecke por 52 milhões para reforçar a defesa, enquanto Marcos Senesi e Andy Robertson chegaram a custo zero para trazer experiência e consistência a um balneário fragilizado. O alvo final é Sandro Tonali, do Newcastle, que permanece no radar, apesar da primeira proposta ter sido rejeitada.

Esta abordagem agressiva contrasta com o passado recente, onde o clube demorou até julho para garantir Mohammed Kudus e falhou alvos prioritários, acabando por contratar Xavi Simons em desespero no fim do mercado. A aposta quase exclusiva no meio-campo ignora, porém, problemas evidentes no ataque e nas alas, o que tem provocado debates acesos entre os adeptos. Alguns pedem mais criatividade ofensiva e trabalho a meio-campo, citando nomes como Adam Wharton, Alex Scott, Conor Gallagher e Bruno Guimarães, numa lista que revela a ausência de um plano claro para o futuro.

A família Lewis está determinada a evitar compras precipitadas e já procura reforçar o ataque com o extremo Savinho, do Manchester City, ultrapassando a barreira dos 200 milhões de libras em contratações. Este investimento surge num mercado caótico, onde rivais como Liverpool e Chelsea enfrentam profundas mudanças técnicas. A hipótese de sucesso está nas mãos de De Zerbi, que terá de conseguir integrar rapidamente este conjunto de estrelas dispares. Caso contrário, o Tottenham terá gastado uma fortuna para concluir que uma remodelação do meio-campo não é suficiente para corrigir problemas estruturais mais profundos que afetam o clube.


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