Explosão de raiva em Sevilha: adeptos atacam jogadores e presidente após nova derrota humilhante
A crise no Sevilha FC atingiu novos patamares de tensão neste domingo, após a equipa sofrer uma derrota devastadora frente ao Oviedo na 30.ª jornada da LaLiga. A saída polémica do treinador Matías Almeyda não surtiu efeito, e os adeptos, furiosos com o desempenho e a gestão do clube, desencadearam uma verdadeira tempestade de insultos e ameaças que obrigaram à intervenção imediata da polícia.
Mal terminou o encontro, um grupo de adeptos esperou a equipa no aeroporto de Sevilha, lançando gritos de revolta: «Saiam, saiam, fora!» e dirigindo ataques pessoais ao presidente do clube, José María Del Nido Carrasco. Entre os insultos mais chocantes ouviu-se: «Júnior, morre. Mostra a tua cara, cobarde!», num ambiente de pura hostilidade que evidenciou o desespero e a raiva das bancadas.
A fúria dos adeptos não se ficou pelo aeroporto. No centro de treinos, um grupo de adeptos, alguns deles com os rostos cobertos, reuniu-se para confrontar os jogadores e exigir explicações pela sequência de maus resultados. As ameaças e os insultos foram tão graves que a direção do Sevilha teve de solicitar a intervenção das autoridades policiais, que garantiram a segurança da equipa, escoltando os jogadores à saída das instalações, conforme relatado pelo El Desmarque.
Em nome do plantel, o defesa Kike Salas lançou um apelo à calma e pediu desculpa aos adeptos: «Queremos pedir desculpa aos adeptos e agradecer a todos os que viajaram para apoiar-nos. Os adeptos não merecem o que está a acontecer. Queremos assegurar-lhes de que não vamos desistir.» Apesar da frustração evidente, Salas garantiu que a equipa continuará a lutar para inverter a situação crítica.
Este episódio expõe a grave crise interna que o Sevilha enfrenta, entre resultados desastrosos, pressão insustentável sobre jogadores e dirigentes, e uma relação cada vez mais deteriorada com os adeptos. O clube andaluz vive momentos de verdadeira tempestade, onde o descontentamento popular ameaça transformar-se numa bomba-relógio para os responsáveis do clube. A intervenção policial, o clima hostil e as palavras duras proferidas nas últimas horas deixam claro que, no Sevilha, a paciência está no limite – e a exigência por mudanças radicais é cada vez mais urgente.
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