O recente derbi de Madrid, que viu o Real Madrid triunfar por 3-2, deixou muitos adeptos perplexos, especialmente em relação às escolhas do treinador Álvaro Arbeloa. Numa decisão que surpreendeu até os mais atentos, Trent Alexander-Arnold e Kylian Mbappé, dois dos nomes mais sonantes da equipa, começaram o jogo no banco. Em vez deles, Arbeloa optou por Dani Carvajal e Brahim Diaz, uma escolha que gerou discussões acaloradas entre os adeptos merengues.
O destaque da decisão foi, sem dúvida, a inclusão de Carvajal, que apenas realizou a sua terceira titularidade desde a cirurgia ao joelho em outubro. O capitão do Real Madrid teve uma participação de 64 minutos antes de ser substituído por Alexander-Arnold, que, por sua vez, brilhou ao fornecer a assistência para o golo da vitória, marcado por Vinicius Junior.
Mas o que realmente está por trás dessa escolha controversa? De acordo com informações divulgadas pelo Marca, Alexander-Arnold estava inicialmente escalado para ser titular, mas uma falta de pontualidade numa sessão de treino na semana anterior resultou numa penalização: foi excluído do onze inicial. Embora a prática de deixar jogadores de fora por chegarem atrasados não seja inédita no futebol espanhol, a sua aplicação no Real Madrid é relativamente rara. O treinador do Barcelona, Hansi Flick, tem adotado uma abordagem semelhante com o seu plantel, mas Arbeloa está a introduzir essa nova regra no vestiário dos merengues.
A medida parece ter sido bem recebida em Barcelona, mas no seio do Real Madrid, onde egos grandes e personalidades fortes são a norma, a situação pode ser um campo minado. No entanto, parece que Arbeloa conquistou o apoio dos seus jogadores, o que sugere que a implementação de tais punições pode ser mais viável do que se poderia pensar inicialmente.
Na verdade, uma abordagem firme e disciplinar como esta era necessária no Real Madrid, que, sob a direção de Arbeloa, tem mostrado uma disposição para tomar decisões difíceis. O técnico, que ainda está a cimentar a sua posição, pode muito bem estar a pavimentar o caminho para uma permanência no cargo na próxima temporada, caso continue a demonstrar a coragem de implementar mudanças quando necessário.
À medida que a temporada avança, a forma como Arbeloa gere a disciplina e a dinâmica do grupo poderá ser a chave para o sucesso do clube e, possivelmente, a sua continuidade como treinador principal.
