Quarta-feira, Fevereiro 25, 2026

UEFA rejeita apelo do Benfica sobre suspensão de Prestianni

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A UEFA tomou uma decisão contundente que deixou os adeptos do Benfica em estado de choque: o organismo rejeitou o apelo do clube em relação à suspensão de Gianluca Prestianni. Este revés significa que o jovem extremo argentino estará de fora do crucial segundo jogo da Liga dos Campeões contra o Real Madrid, um embate que poderia ter sido decisivo para as aspirações europeias da equipa lisboeta.

Prestianni, de 20 anos, havia sido temporariamente suspenso após um incidente alarmante que envolveu o colega de profissão Vinicius Jr., do Real Madrid, que reportou alegações de abuso racista durante o primeiro jogo da eliminatória, que terminou com a vitória de 1-0 para os espanhóis. A situação é grave e coloca a UEFA sob pressão, uma vez que a integridade do futebol europeu está em jogo.

O Benfica, numa demonstração de resiliência e luta, anunciou que iria apelar da decisão, apesar de reconhecer que a probabilidade de uma reviravolta antes do encontro em Madrid era remota. “É improvável que tenha qualquer efeito prático”, admitiu o clube, reforçando a sua preocupação com a situação do jogador e a necessidade de um ambiente seguro e respeitador no desporto.

A UEFA impôs a suspensão de forma provisória enquanto um inspetor de ética e disciplina conduz uma investigação completa. Essa investigação poderá levar a sanções adicionais para o jovem jogador, uma possibilidade que paira sobre a cabeça de Prestianni como uma espada de Dâmocles. Durante um treino no Estádio Santiago Bernabéu na terça-feira, ele manteve a esperança de que a sua suspensão pudesse ser revista a tempo de participar no aguardado duelo.

Contudo, a UEFA, após uma análise rigorosa, decidiu que havia provas suficientes para apoiar um caso “prima facie” contra Prestianni, relacionado com o uso de linguagem discriminatória. Este desenvolvimento não só afeta as aspirações do Benfica na competição, mas também levanta questões importantes sobre a responsabilidade dos atletas e o comportamento dentro e fora do campo.

A ausência de Prestianni será sentida, especialmente considerando que ele teria sido uma peça chave na tentativa da equipa de reverter a desvantagem. A situação destaca a necessidade de uma abordagem firme e contundente contra qualquer forma de discriminação no futebol, um tema que continua a ser uma preocupação premente no desporto.

Com o olhar atento do mundo do futebol, o Benfica e Prestianni aguardam agora os resultados da investigação, enquanto a UEFA reafirma a sua posição contra qualquer forma de racismo. Este episódio serve como um lembrete contundente do trabalho que ainda precisa ser feito para garantir um desporto verdadeiramente inclusivo e respeitador.

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