Depois de ser eleito melhor médio de 2025 nos Globe Soccer Awards, Vitinha fez um balanço devastadoramente positivo de um ano que o colocou definitivamente entre a elite absoluta do futebol mundial. Em entrevista ao jornal Marca, o médio do Paris Saint-Germain e da Portugal falou de uma época “quase perfeita”, explicou o segredo do PSG campeão europeu e assumiu, sem rodeios, que vive o melhor momento da carreira.
E os factos sustentam o discurso.
Um ano histórico, títulos em série e um lugar na história do PSG
Em 2025, Vitinha conquistou a primeira Liga dos Campeões da história do PSG, juntando-lhe uma sequência impressionante de troféus:
- Ligue 1
- Taça de França
- Supertaça de França
- Supertaça Europeia
- Taça Intercontinental
A nível internacional, fechou o ciclo com chave de ouro ao conquistar o primeiro título por Portugal, a Liga das Nações.
Debrief – Vitinha
“Sim, [época] perfeita ou quase perfeita. Podemos falar de que não pudemos ganhar o Mundial de Clubes, mas a verdade é que estivemos lá no momento decisivo uma vez mais.”
O médio não fugiu à análise do único troféu que escapou.
Debrief – Vitinha
“Não ganhámos por pouco, também porque o Chelsea estava melhor, há que dizê-lo. Mas 2025 foi um ano perfeito, ou quase, e estou muito feliz por ter feito esta temporada tão boa com toda a equipa.”
Champions acima de tudo… mas Portugal com outro peso
Vitinha não hesita quando questionado sobre o título mais importante do ano, mas faz uma distinção emocional clara.
Debrief – Vitinha
“A Champions foi sem dúvida o mais importante.”
Ainda assim, a conquista pela Seleção ocupa um lugar especial.
Debrief – Vitinha
“A Liga das Nações tem um significado diferente e um simbolismo distinto. É um sonho de todos os jogadores e algo que vou guardar para a vida.”
O segredo do PSG campeão: coletivo acima do ego
Quando questionado sobre a transformação do PSG — tantas vezes acusado de depender de individualidades — Vitinha foi taxativo. A resposta explica tudo.
Debrief – Vitinha
“Porque é exatamente isso, um coletivo. Nós colocamos o coletivo à frente de tudo e, quando fazes isso, depois chegam estes reconhecimentos às individualidades.”
O médio reforçou que essa foi a mensagem deixada no discurso dos Globe Soccer Awards.
Debrief – Vitinha
“Eu jogo para a equipa, em todo o momento faço o que penso ser melhor para que a equipa ganhe jogos e títulos. Depois vêm estes prémios, naturalmente.”
E deixou uma frase que define a identidade atual do PSG:
Debrief – Vitinha
“Não há ninguém imprescindível no PSG. Imprescindíveis nesta equipa, diria que somos todos ou nenhum.”
De promessa do FC Porto a referência mundial
Aos 25 anos, o ex-jogador do FC Porto consolidou-se como um dos médios mais completos do futebol europeu. E quando fala das suas referências, o nível é revelador.
Debrief – Vitinha
“Sem dúvida, aquele que mais me inspirava era Iniesta. Andrés foi sempre a minha grande referência. E depois Luka Modric, claro.”
Referências que ajudam a explicar a sua leitura de jogo, qualidade técnica e inteligência tática.
O presente é dourado. O futuro, ainda mais ambicioso
Vitinha fechou o ano no topo individual e coletivo, mas deixou claro que não há acomodação.
Debrief – Vitinha
“Agora há que continuar por mais e, se pudermos, melhorar esses seis títulos [pelo PSG].”
Em 2025, Vitinha não foi apenas campeão. Foi o cérebro de uma equipa histórica. E quando o melhor médio do mundo fala em melhorar… o futebol escuta.
