A vitória do Real Madrid contra o Benfica na Liga dos Campeões tornou-se um marco não apenas no desporto, mas também na luta contra o racismo, conforme declarado pelo médio Aurélien Tchouameni. O jogo, que terminou 2-1 a favor dos merengues, viu Vinicius Jr. marcar o golo decisivo apenas uma semana após ter acusado o jogador Gianluca Prestianni de ter proferido uma ofensa racial durante o primeiro jogo em Lisboa. “Esta é uma vitória para todos que se opõem ao racismo”, afirmou Tchouameni, sublinhando a importância da solidariedade e do respeito.
Vinicius utilizou as redes sociais para afirmar que “a dança continua” após o triunfo que garantiu a passagem do Real Madrid aos oitavos de final da competição, com um total de 3-1 na eliminatória. O jogador brasileiro, que celebrou o golo de forma exuberante perante os adeptos do Benfica, tinha relatado ter sido alvo de abusos raciais após o seu festejo na primeira mão. A resposta da torcida do Real Madrid foi contundente, exibindo um enorme banner com a mensagem “não ao racismo” antes do início do jogo.
A situação de Prestianni, que nega as acusações, levou a UEFA a suspender temporariamente o jogador enquanto investiga o incidente. A apelação do Benfica contra esta suspensão foi rejeitada pela UEFA, que reafirmou que “o Sr. Gianluca Prestianni permanece provisoriamente suspenso para o próximo jogo de competição de clubes da UEFA, para o qual estaria de outra forma elegível.” A UEFA agiu rapidamente, nomeando um investigador de ética e disciplina para lidar com a situação, e esclareceu que a suspensão provisória não prejudica possíveis decisões futuras dos seus corpos disciplinares.
Tchouameni, ao comentar a situação, evidenciou que existem questões mais importantes do que o próprio jogo: “Vinicius mantém a sua confiança e está focado no que precisa de fazer. Esta é uma vitória para todos que se opõem ao racismo.” O impacto destas palavras ressoou fortemente entre os adeptos e colegas de equipa, mostrando que o desporto pode ser uma plataforma poderosa na luta contra a discriminação.
No entanto, a polémica não ficou por aqui. O treinador do Benfica, José Mourinho, foi suspenso do jogo de volta após ser expulso na primeira mão, e as suas declarações pós-jogo foram alvo de críticas. Mourinho insinuou que Vinicius poderia ter provocado os abusos ao celebrar em direção aos adeptos do Benfica, afirmando que “num estádio onde Vinicius joga, algo acontece sempre”. Estas declarações foram severamente criticadas, com Vincent Kompany e a organização anti-discriminação Kick It Out a acusarem Mourinho de “gaslighting”.
Este jogo não apenas solidificou a posição do Real Madrid na competição, mas também destacou a necessidade urgente de combater o racismo no desporto. A mensagem de Tchouameni e a resposta da comunidade futebolística são um lembrete poderoso de que todos têm um papel a desempenhar na luta contra a discriminação, seja dentro ou fora do campo. A vitória do Real Madrid é, sem dúvida, uma vitória para todos que acreditam na igualdade e no respeito mútuo.
