Willian revela que José Mourinho sabe extrair o melhor de cada jogador

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Benfica sob a liderança de José Mourinho está a redefinir o conceito de futebol moderno, e um dos jogadores que testemunhou isso em primeira mão é Willian. Numa entrevista exclusiva, o brasileiro que já atuou sob o comando do “Special One” no Chelsea, revela o método de trabalho de Mourinho e a sua capacidade ímpar de extrair o melhor de cada jogador.

Mourinho não se limita a dominar a posse de bola; ele quer controlar o espaço e o tempo dos adversários. Desde que chegou ao Estádio da Luz, a alta pressão tornou-se a marca registrada da equipa, colocando os “Eagles” como uma das referências europeias neste aspecto. A identidade clara da equipa e os comportamentos inegociáveis estabelecidos por Mourinho têm sido visíveis ao longo da sua gestão, que já conta com cinco meses e 30 jogos.

Os números falam por si: 29 remates contra o Alverca, 24 contra o Tondela e 22 frente ao Real Madrid. Apesar de Mourinho admitir que a eficácia na finalização ainda precisa de melhorias, o conceito de “perseguir o adversário” tornou-se uma realidade inegável. Willian recorda a rigidez e a estratégia defensiva de Mourinho: “Ele era muito exigente em termos de trabalho defensivo, mas sempre procurava equilibrar um lado mais do que o outro.”

O ex-jogador do Chelsea explica que, sob a tutela de Mourinho, os extremos eram posicionados de forma a manter o equilíbrio defensivo, permitindo que um jogador estivesse sempre em posição ofensiva para atacar rapidamente após a recuperação da bola. “Se ambos os extremos recuassem, a equipa acabava por ganhar a bola longe da baliza adversária,” diz Willian, agora a brilhar no Grémio.

A estatística é clara: na liga portuguesa, o Benfica possui a melhor média de recuperações de bola no meio-campo adversário, com 5.8 por jogo. A pressão alta empurra os adversários para a sua própria terceira parte defensiva, obrigando-os a jogar de forma apressada e longa. O que se vê em campo, tanto contra equipas como Alverca e Tondela quanto contra o gigante Real Madrid, é uma equipa que não só mantém a posse, mas que também dita onde o jogo se desenrola.

Quando se coloca a performance do Benfica numa perspetiva europeia, as comparações tornam-se ainda mais impressionantes. Em ligas como a Série A, LaLiga, Bundesliga, Premier League e Ligue 1, o Benfica ocupa um lugar de destaque no que toca a recuperações na metade adversária, destacando-se como uma das equipas com maior eficácia neste aspecto. Na Liga dos Campeões, após uma vitória dramática sobre o Real Madrid, os “Eagles” continuam a impressionar, com uma média de 6.1 recuperações em áreas avançadas.

Willian elogia a capacidade de Mourinho em gerir o plantel: “Ele sempre soube como gerir todo o grupo, e a sua gestão de grupo foi – e continua a ser – muito boa. Ele era respeitado por todos e fez um grande impacto tanto no balneário quanto no clube.” Para Willian, Mourinho nunca pareceu perdido; ele sempre soube exatamente o que precisava ser feito, seja na defesa ou no ataque. “Às vezes, 10 minutos eram suficientes para que os jogadores entendessem exatamente o que ele queria para o jogo. Ele é definitivamente um treinador excepcional e muito inteligente,” completa.

Mourinho acredita que a pressão começa desde o ataque, onde os avançados são os primeiros defensores. Este princípio tem sido visível nas atuações de jovens como Prestianni e Schjelderup, que demonstraram uma clara evolução na sua capacidade de pressionar e interromper a construção de jogo dos adversários.

Apesar do sucesso, Mourinho continua focado no aprimoramento do tempo e da coordenação coletiva, com o objetivo de ter uma equipa cada vez mais agressiva no pressing e mais próxima da baliza adversária. O futuro do Benfica sob a égide de Mourinho promete não só ser emocionante, mas também repleto de conquistas.


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