Bryson DeChambeau enfrenta uma missão quase impossível no Masters 2026 após uma estreia desastrosa em Augusta National. Com 54 buracos ainda por jogar, o dois vezes campeão do U.S. Open viu as suas hipóteses de conquistar o cobiçado casaco verde serem severamente comprometidas depois de um início de torneio que beira o histórico — mas pelo pior motivo.
Na primeira volta, DeChambeau assinou um 4 acima do par, totalizando 76 pancadas, resultado que o deixou a nove tacadas dos líderes Rory McIlroy e Sam Burns, que começaram com impressionantes 67. O momento fatídico deu-se no último buraco do dia, o 18, onde o americano não conseguiu recuperar após um erro no lado esquerdo do green, comprometendo a sua volta com um bogey. Este desempenho coloca-o numa situação delicada, pois nenhum vencedor do Masters desde 1982 triunfou após abrir o torneio a mais de 75 tacadas. Craig Stadler é o único a ter conseguido esta proeza, mas mesmo ele teve de lutar até ao playoff para garantir a vitória.
“Vou aceitar o que o campo de golfe me der,” admitiu DeChambeau após o round. “Preciso de melhorar o meu jogo com os ferros. Dirigi a bola para a esquerda várias vezes hoje. Fiz um ótimo trabalho no 18, o vento não atrapalhou tanto como pensei, e é assim este jogo. O campo de golfe pode surpreender, e hoje não consegui controlar os ferros, o que é estranho porque estavam a funcionar bem antes deste torneio.”
DeChambeau não está sozinho na lista dos favoritos que começam mal. Patrick Cantlay e Sungjae Im também terminaram a sua primeira volta com 4 acima do par ou pior, reforçando o quão apertada está a luta para quem quer vencer em Augusta este ano. A história recente do Masters mostra que abrir com um score elevado quase sempre significa adeus às aspirações de vitória — desde que Danny Willett triunfou em 2016, nenhum campeão começou o torneio com mais de 72 tacadas na primeira volta.
Por outro lado, os líderes McIlroy e Burns, e nomes como Scottie Scheffler, que venceu em 2024 com uma estreia brilhante de 66, mostram que a consistência desde o início pode ser decisiva. DeChambeau ainda tem a possibilidade de recuperar, mas a tarefa é hercúlea: ultrapassar uma desvantagem de nove tacadas num dos campos mais desafiantes do mundo é algo que Augusta National raramente permite.
A segunda volta de DeChambeau vai ser observada com olhos de águia. O americano terá de ser agressivo, preciso e implacável para manter viva a sua esperança de vestir o verde no domingo. Se não, este Masters poderá ser mais um exemplo histórico das dificuldades em virar um jogo quando o início correu tão mal. Fique atento, porque a verdadeira batalha só agora começa.
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