Scottie Scheffler, o prodígio do golfe americano, está determinado a virar o jogo no Pebble Beach Pro-Am, mesmo após um início decepcionante que o deixou a 10 shots do líder Ryo Hisatsune. Depois de uma primeira ronda insatisfatória, onde registrou 72, Scheffler mostrou a sua verdadeira essência ao disparar um impressionante 66 em Spyglass Hill no segundo dia, acendendo a esperança dos fãs e dos analistas que o veem como um potencial vencedor.
O mundo do golfe exige muito de Scheffler, especialmente após os seus desempenhos estelares nos últimos anos no PGA Tour. O que poderia ter sido um dia sombrio transformou-se numa oportunidade de redenção quando o jogador de 29 anos começou a mostrar sinais de recuperação no dia seguinte. Com uma mistura de um bogey, cinco birdies e uma águia, Scheffler conseguiu estabelecer-se entre os melhores, mas ainda precisa superar a sua performance anterior.
Em uma conversa franca com os repórteres após o seu segundo dia, Scheffler abordou a questão que todos estavam se perguntando: pode ele ainda conquistar o torneio? “Acho que ‘inched’ seria a palavra operativa aqui,” disse ele, com um toque de humor. “Vamos ver como as coisas se desenrolam no final do dia. Preciso de duas rondas bem especiais, mas nunca estou fora da disputa. Vou praticar um pouco e depois descansar, preparando-me para amanhã.”
Apesar de seu otimismo, a verdade é que Scheffler terá que realizar dois desempenhos excepcionais para se afirmar entre os cinco primeiros, quanto mais para vencer. Contudo, se existe alguém capaz de alcançar consecutivos 65 ou 64, esse alguém é, sem dúvida, Scottie Scheffler.
Um dos pontos críticos que precisa ser endereçado é a sua precisão com os ferros. Na primeira ronda, Scheffler perdeu 2.149 golpes em relação ao campo com seus abordagens, classificando-se em 72º entre os 80 participantes. Na segunda jornada, embora tenha melhorado, ainda perdeu 0.027 golpes, subindo para a 43ª posição. No total, após duas rondas, ele perdeu 2.176 golpes e está classificado em 65º – uma estatística que contrasta fortemente com o seu desempenho anterior, onde foi o melhor jogador de ferro do mundo nos últimos três anos.
A boa notícia é que essa fase menos boa parece ser apenas um pequeno desvio na carreira de Scheffler. Ele é conhecido por sua capacidade de se reinventar e aprender com cada desafio. A expectativa é que ele entre em campo no terceiro dia com a determinação de um verdadeiro campeão, mirando uma volta de 64 como mínimo.
Com o clima a desempenhar um papel crucial na competição, todos os olhos estarão voltados para Scheffler, que, apesar de não estar no seu melhor, possui a habilidade e a mentalidade necessárias para reverter a situação. A comunidade do golfe está em pulgas, ansiosa para ver se o campeão poderá superar as adversidades e mostrar ao mundo que ainda tem muito a oferecer no Pebble Beach Pro-Am.
