Tiger Woods, o titã do golfe, deixou Jordan Spieth sem palavras com uma surpreendente revelação sobre a sua rotina de treinos, que remonta aos anos 90 e início dos anos 2000. Durante o segundo episódio da série “Tiger Woods: 30 Anos de Influência”, o lendário jogador confessou que corria entre 30 a 35 milhas por semana durante as semanas de torneios. A intensidade dessa rotina deixou Spieth em estado de choque, resumindo a sua reação em uma única palavra: “louco”. Essa declaração não é apenas um vislumbre do passado de Woods, mas também um reflexo da evolução do treinamento no golfe.
“E assim, na época, de 97 a cerca de 01, eu corria entre 30 e 35 milhas por semana, às vezes um pouco mais, durante as semanas de torneio”, revelou Woods. Essa carga de trabalho é considerada excepcional, mesmo pelos padrões modernos, e a reação de Spieth indica que os profissionais de golfe atuais não se atreveriam a seguir uma rotina tão extrema.
Atualmente, nenhum jogador da PGA Tour ou LIV Golf divulga um regime de treino tão intenso quanto o do vencedor de 82 torneios da PGA Tour. A média atual gira em torno de 4 a 5 milhas por dia, uma abordagem que se distancia radicalmente da doçura do “steady-state running” que Woods adotou. O foco agora está em treinos de alta intensidade, resistência e explosão, priorizando a saúde e a redução de lesões sob as exigências do esporte.
Embora nenhum jogador contemporâneo iguale a intensidade da rotina de Woods, alguns, como Bryson DeChambeau, Rory McIlroy e Scottie Scheffler, ainda se dedicam bastante ao treinamento físico. DeChambeau, por exemplo, segue uma rotina pesada na academia, com ênfase em levantamentos como o supino e o peso morto, complementando com corrida e ciclismo para resistência.
“Agora não, não. Mas é diferente porque as pessoas aprenderam. Nós não sabíamos nada. Não levantem, não corram, não sejam explosivos. Ah, e por falar nisso, não pulam”, acrescentou Woods. O que era considerado um erro no seu jogo — ser explosivo e saltar — agora é visto como a abordagem correta para o golfe moderno. A filosofia de fitness no golfe evoluiu drasticamente, com profissionais como DeChambeau e McIlroy treinando para serem explosivos, impulsionando drives de mais de 300 jardas.
Apesar de sua dedicação à forma física, a saúde de Woods tem se deteriorado desde o seu acidente em 2021, afastando-o do golfe competitivo por um período prolongado. O ícone do golfe passou por uma cirurgia nas costas em outubro de 2025, sua sétima operação, e, mesmo com a mobilidade visível, ele enfatizou que não está apressando seu retorno às competições.
Durante um evento no SoFi Center, Woods fez uma declaração enigmática sobre seu retorno ao golfe competitivo, afirmando: “Jogando aqui? Eu não sei. Gosto de assistir esses caras. Quanto ao golfe competitivo, ainda levará algum tempo.” Desde o seu acidente, Woods tem sido visto em várias aparições públicas, incluindo eventos de apoio ao seu filho, Charlie Woods, mas ainda não confirmou planos de retornar ao circuito profissional.
Completando 50 anos em dezembro de 2025, Woods agora é elegível para jogar no PGA Tour of Champions, e especulações sobre sua possível participação no circuito sênior estão crescendo. A mesma mentalidade indomável que o levou a uma rotina de treinos “louca” durante seus dias de glória continua a deixar os astros contemporâneos, como Jordan Spieth, sem palavras.
