ATP quebra o silêncio após caos nas viagens em Dubai que deixa jogadores retidos

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A situação no Médio Oriente atingiu um estado alarmante, deixando jogadores de ténis, incluindo estrelas como Daniil Medvedev e Holger Rune, em uma posição delicada. Com o caminho para Indian Wells transformado em um verdadeiro desafio, a ATP finalmente se manifestou sobre a crise que está a afetar a mobilidade dos atletas e suas equipas.

Em uma declaração oficial, a ATP revelou: “Estamos a monitorizar de perto a situação em evolução no Médio Oriente e mantemos contacto regular com os nossos jogadores, as suas equipas de apoio e as autoridades locais relevantes.” A organização garante que está a acompanhar todos os desenvolvimentos e que se mantém em estreita ligação com os afetados pela crise.

“O grupo e as suas equipas estão a ser acomodados nos hotéis oficiais do torneio, onde as suas necessidades imediatas estão a ser totalmente apoiadas”, acrescentou a ATP. A comunicação continua a ser uma prioridade, com a organização a informar que “estamos em comunicação direta com os afetados, bem como com os organizadores do torneio e conselheiros de segurança.” As condições de viagem estão a ser avaliadas constantemente, seguindo as operações aéreas e as orientações oficiais.

A mensagem da ATP, embora calma, não disfarça a seriedade da situação. Para segurança de todos, o responsável pela segurança da ATP aconselhou que todos permaneçam dentro do hotel, que se transformou numa zona segura, com camas adicionais disponibilizadas no caso de a situação se agravar. Atualmente, 41 indivíduos credenciados relacionados com o tour permanecem em Dubai, abrangendo jogadores, supervisores, árbitros, pessoal de segurança e jornalistas. Todos confirmaram reservas de voo para terça-feira, 3 de março, mas a incerteza ainda paira sobre os seus planos de viagem.

Dados revelados pela Marca indicam que foram apresentadas duas opções de saída por estrada: uma viagem de seis horas até Omã e outra de dez horas até Riade, na Arábia Saudita. Ambas as rotas, porém, apresentam riscos de segurança e atrasos nas fronteiras, levando os jogadores a rejeitar estas alternativas.

Os maiores nomes do ténis, como o campeão recente do Dubai Tennis Championships, Daniil Medvedev, estão agora com as suas agendas em suspense. Medvedev, que tinha planos de competir em várias modalidades na Indian Wells, vê-se agora com a sua viagem para “Tennis Paradise” em risco. Por outro lado, o dinamarquês Holger Rune também enfrenta dificuldades; a sua equipa descreveu a noite passada como “louca” em Doha, enquanto o número 17 do mundo estava prestes a embarcar para Los Angeles, mas a interdição do espaço aéreo deixou-o preso.

A evacuação segura de todos os envolvidos se mostra um grande desafio, dado o estado fluido e imprevisível da situação. No entanto, a atividade do ténis no Médio Oriente não parou completamente. O Fujairah Open I, por exemplo, irá prosseguir, a menos que o conflito se intensifique ainda mais. Os principais cabeças de série incluem Lloyd Harris e Jason Kubler, que se preparam para competir, apesar do ambiente tenso.

Entretanto, a preparação para o BNP Paribas Open, um evento de Masters 1000 que marca o prestigiado Sunshine Double, está a ser severamente afetada. Com as fases de qualificação prestes a começar e os jogos da fase principal agendados para os próximos dias, os atrasos nas viagens estão a cortar o tempo valioso de preparação para muitos jogadores.

Entre aqueles que ainda permanecem confinados nos seus hotéis estão nomes como Tallon Griekspoor, Andrey Rublev, Marcelo Arévalo, Mate Pavić, Harri Heliövaara e Henry Patten. A incerteza sobre as suas chegadas à Califórnia agora depende de arranjos seguros para a viagem. Um retorno tranquilo do Médio Oriente seria um alívio muito necessário para todos os envolvidos.

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