Cameron Norrie eliminado no US Open após terceira saída precoce em grand slams

Partilhar

A eliminação de Cameron Norrie na primeira ronda do US Open, frente ao francês Luca Van Assche, suscita questões inquietantes sobre o futuro da sua carreira. O britânico, que se apresentou em Nova Iorque com uma série de 10 vitórias consecutivas e uma vantagem de 3-0 no confronto direto com Van Assche, não conseguiu evitar a derrota por 7-6(6), 2-6, 2-6, 3-6. Embora tenha lutado para conquistar o primeiro set, Norrie não conseguiu manter o seu nível de jogo à medida que o encontro avançava, culminando numa nova saída precoce de um torneio de Grand Slam.

Este resultado não é apenas uma má prestação isolada; representa a terceira vez consecutiva que Norrie sai na primeira ronda de um Grand Slam esta temporada, após eliminações semelhantes em Roland Garros e Wimbledon. Uma derrota precoce pode ser justificada por um sorteio difícil ou um dia menos bom, mas três saídas na primeira ronda, aos 31 anos, levantam questões sobre a continuidade do seu pico de forma, especialmente após ter alcançado o seu melhor ranking de carreira, o 8.º lugar, e ter chegado às meias-finais de Wimbledon há apenas quatro anos.

Norrie destacou que sentiu nervosismo durante o jogo e que não conseguiu manter um bom nível de energia e ritmo, afirmando que perdeu “para si mesmo” em vez de para o oponente. Esta declaração é reveladora, considerando que a sua carreira sempre foi construída sobre uma resistência física e controlo do ritmo de jogo, em vez de um jogo baseado apenas em potentes golpes.

A sua melhor temporada continua a ser 2022, quando alcançou as meias-finais de Wimbledon e o quarto round do US Open. Desde então, embora tenha obtido resultados razoáveis, como as suas aparições no quarto round do Australian Open e do Open da França em 2024, nada se aproximou do seu pico. As três eliminações na primeira ronda em torneios importantes este ano não representam uma queda gradual, mas sim uma incapacidade de se apresentar ao melhor nível nos maiores eventos.

O que poderá estar em falta para Norrie? O seu estilo de jogo, que depende de uma resistência física e mental inabalável, não tem margem para erros, e a pressão dos torneios de Grand Slam, com as suas grandes multidões e a exigência do melhor de cinco sets, poderá estar a afetá-lo. A solução não parece ser técnica, pois ninguém que tenha visto Norrie vencer Alcaraz em Paris teria dúvidas sobre a sua capacidade.

A vitória sobre o número um do mundo serve como prova de que o talento não desapareceu. Contudo, aos 31 anos, o estilo de jogo exigente de Norrie traz riscos reais, e três eliminações consecutivas na primeira ronda não são um pequeno número de resultados a ignorar. Se este é apenas um deslize ou o início de uma fase mais permanente na sua carreira, a resposta pode depender da sua capacidade de reencontrar o que lhe falta nos maiores torneios.


Discover more from Apito Final

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Tabela de Conteúdos

Mais Notícias

Outras Notícias