Carlos Alcaraz desmente rumores explosivos sobre iate em Monte Carlo e revela segredo para dominar o pó de tijolo
No meio da glória e da pressão do Masters de Monte-Carlo, Carlos Alcaraz não deixou passar em branco as especulações que têm circulado nas redes sociais sobre um catamaran supostamente seu. O jovem prodígio espanhol, que iniciou a sua campanha no saibro com uma vitória autoritária sobre Sebastian Baez (6-1, 6-3), decidiu pôr fim às dúvidas e revelar a verdade por trás do barco que tem dado que falar.
O fenómeno de 22 anos, já conhecido pela sua maturidade dentro e fora das quadras, explicou que o catamaran que tem sido associado a si não lhe pertence, tendo sido apenas utilizado numa sessão fotográfica promocional. Contudo, Alcaraz confessou estar a trabalhar num projeto pessoal de construção de um barco customizado, que deverá levar cerca de um a um ano e meio a ficar pronto. “Na realidade, não era meu. Usámos aquele barco para as filmagens. O meu vai ser construído e vai demorar entre um ano e um ano e meio. Estou super entusiasmado com isso,” afirmou.
Esta revelação surge numa altura em que o espanhol regressa às competições no pó de tijolo após uma fase intensa no circuito de piso rápido. Depois de completar a “Sunshine Double” em Miami e Indian Wells, Alcaraz tirou uns dias para descansar, dividindo o tempo entre a sua casa e a cidade da Florida, antes de se preparar para o exigente circuito europeu de terra batida. Para ele, momentos como estes são essenciais para “desligar a cabeça” da rotina frenética do ténis profissional. “Quando estás no mar, tudo é tranquilo. A minha mente desconecta completamente. Estou super entusiasmado,” revelou o tenista.
Numa abordagem descontraída, Alcaraz até comentou que o colega Tommy Paul mostrou interesse em juntar-se a ele neste projeto marítimo, embora tenha brincado dizendo que um convite provavelmente teria “condições”. Esta atitude calma e bem-humorada contrasta com a atenção mediática que o caso do barco gerou, evidenciando a capacidade do jogador para manter o foco apesar das distrações externas.
Mas a verdadeira notícia está na performance de Alcaraz em Monte-Carlo. Apesar do longo intervalo de quase um ano sem competir no saibro, o espanhol entrou em cena a mostrar que continua um dos jogadores mais perigosos da atualidade na terra batida. “O primeiro jogo de qualquer torneio nunca é fácil, e é ainda mais complicado quando mudas de superfície. Já passou quase um ano desde a última vez que joguei em terra. O nível que apresentei contra o Baez foi bastante alto,” declarou.
Alcaraz explicou ainda as nuances do jogo no pó de tijolo, destacando a necessidade de maior paciência e estratégia: “No saibro, tens mais tempo para pensar, para preparar o ponto, para preparar o golpe. A bola não escorrega tanto, o que ajuda a pensar com clareza e a executar grandes jogadas.” Esta capacidade de adaptação é mais um trunfo que coloca Alcaraz na rota dos maiores do circuito.
Com um início firme em Monte-Carlo e um plano para equilibrar exigência física e mental longe das quadras, Carlos Alcaraz mostra que está preparado para dominar a temporada de terra batida, desmentindo mitos e focando-se no que realmente importa: o seu jogo e a conquista de títulos. Os olhos do mundo do ténis estão mais atentos do que nunca a este talento que, entre bolas e barcos, não deixa escapar nenhum detalhe da sua carreira meteórica.
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