Coco Gauff e Aryna Sabalenka comentam conceito ousado de sala de raiva

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No torneio Australian Open deste ano, a atenção foi desviada das batalhas intensas nas linhas de base para o tema da privacidade dos jogadores, uma preocupação crescente no mundo do ténis. Agora, com a introdução do audacioso conceito de “rage room” no ATX Open, a discussão ganha novos contornos e atrai a atenção de estrelas como Coco Gauff e Aryna Sabalenka, que não hesitaram em partilhar as suas reações.

Aryna Sabalenka, conhecida por não esconder os seus sentimentos, reagiu com entusiasmo à ideia inovadora da sala de raiva. Durante uma conferência de imprensa, a bielorrussa limitou-se a dizer: “Oh, isso é fixe, vamos fazer isso.” A sua abordagem direta não escondeu a intensidade com que abraçaria a experiência, brincando: “Mas eu acho que depois de mim não vai haver nada para destruir. Estaria lá o dia todo!”

Por outro lado, a jovem americana Coco Gauff teve uma reação inesperada ao primeiro contacto com o conceito. Quando viu a ideia pela primeira vez, não conseguia acreditar que fosse real. “Isso era real? Pensei que era uma IA… provavelmente usaria isso… talvez devesse reservar uma dessas e realmente partir pratos, isso seria provavelmente mais divertido do que partir uma raquete,” disse Gauff, rindo da situação. Ela admitiu que, ao perceber que a rage room era genuína, ficou entusiasmada com a possibilidade. “Se sentisse que precisava libertar alguma frustração, definitivamente estaria na sala de raiva,” acrescentou, sublinhando que a experiência de partir pratos poderia ser muito mais prazerosa do que danificar uma raquete.

Essas declarações surgiram após o ATX Open apresentar uma sala de raiva privada para os jogadores, um movimento que ganhou destaque após o momento de Gauff em que quebrou a sua raquete no Australian Open em janeiro. Esse incidente reacendeu o debate sobre a necessidade de maior privacidade para os atletas durante os torneios. Jogadores como Novak Djokovic e Iga Swiatek também se manifestaram em favor de espaços mais protegidos fora de campo, e Jessica Pegula explicou porque partir raquetes em vestiários não seria a melhor solução.

O ATX Open descreveu a sua nova sala como um conceito inédito. “Apresentamos a sala de raiva do ATX Open – a primeira do tipo – onde os jogadores podem expressar frustração ou emoção de forma privada, num ambiente seguro e sem câmaras,” divulgou o torneio nas redes sociais. As imagens mostravam uma placa com as instruções “não sorriam” e “contar até três” ao lado de uma raquete quebrada, transmitindo a mensagem clara de que este era um espaço para libertação, e não desempenho.

Enquanto isso, no Dubai Tennis Championships, foi introduzido um “Smash Room” público para os fãs, onde o jogador chinês Shang Juncheng experimentou a sensação de partir objetos em frente às câmaras. Ele descreveu a experiência como “barulhenta e intensa, mas de uma boa maneira. Você tira tudo de dentro de você lá em vez de levar essa frustração para a quadra.” Ao contrário da atração pública em Dubai, a sala de raiva de Austin permanece estritamente privada para os jogadores.

Com a chegada de Sabalenka e Gauff ao deserto da Califórnia para o Indian Wells, ambas enfrentam um caminho desafiador no Masters. Mas agora, se as emoções se intensificarem, pode haver um espaço seguro para libertá-las.

No que diz respeito aos seus caminhos no Indian Wells Open, as duas estrelas já conhecem os seus adversários. Aryna Sabalenka, com uma forma forte, chega ao torneio após conquistar um título e atingir outra final em 2026, com um recorde de 11-1 na temporada. Ela começou com um bye na primeira ronda e pode enfrentar a wildcard Alycia Parks, que poderá ser um teste para seu ritmo inicial. Na terceira ronda, pode defrontar Maya Joint, e um potencial embate nos quartos de final contra Amanda Anisimova está à vista. Se tudo correr bem, Sabalenka pode encontrar Gauff nas semifinais, criando uma batalha explosiva.

Coco Gauff, com um registo de 10-4 nesta temporada, também começa com um bye. O seu primeiro adversário poderá ser Bianca Andreescu, outra campeã do US Open, e um possível oponente na terceira ronda é Alexandra Eala, a quem Gauff já derrotou em Dubai. O caminho é íngreme para ambas as competidoras e a questão que paira no ar é: quem conseguirá alcançar a final? O início do Sunshine Double promete emoções intensas e um espetáculo à altura dos grandes torneios de ténis.

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