Novak Djokovic, o eterno gladiador do ténis, continua a desafiar as expectativas e a desmistificar a noção de que a idade pode ser um obstáculo na busca por mais títulos. As suas proezas recentes têm gerado um debate fervoroso no mundo do desporto, especialmente após as declarações de Goran Ivanisevic, seu ex-treinador e figura central na sua carreira.
Ivanisevic, que foi mentor de Djokovic entre 2019 e 2024, afirmou recentemente que as palavras “não posso” e “impossível” não fazem parte do vocabulário do sérvio. Esta afirmação audaciosa vem à tona num momento em que Djokovic, apesar de não ter conquistado um Grand Slam desde que venceu Daniil Medvedev na final do US Open de 2023, voltou a mostrar a sua garra no Australian Open deste ano. Ele alcançou a sua 56ª final de Grand Slam após uma vitória impressionante sobre Jannik Sinner, o campeão em título, antes de ceder ao jovem prodígio Carlos Alcaraz.
Muitos especialistas questionam se o astro de 38 anos ainda tem tempo para conquistar o seu 25º Grand Slam. Contudo, Ivanisevic mantém uma visão otimista: “Se eu não tivesse trabalhado com Novak, poderia ter dito que não é possível. Mas conhecendo-o como conheço, sei que a determinação dele é inabalável. Ele pode, claro que pode. Se estiver mentalmente preparado e focado, ninguém o pode subestimar.”
A rivalidade entre Djokovic, Alcaraz e Sinner tem sido um dos temas mais debatidos no circuito, com a nova geração a dominar os torneios. Ambos, Alcaraz e Sinner, venceram nove Majors consecutivos e perderam apenas dois jogos este ano. No entanto, as derrotas recentes de Alcaraz nos torneios de Indian Wells e Miami levantaram algumas interrogações sobre a sua forma. Ivanisevic, por sua vez, não considera estas derrotas uma crise, mas sim um desafio, e reafirma que “só Djokovic pode derrotá-los nos Grand Slams”, mesmo que vencer ambos em menos de dois dias seja uma tarefa hercúlea.
À medida que se aproxima do seu 39º aniversário, Djokovic já conquistou tudo o que há para conquistar no mundo do ténis, mas a sua paixão pelo desporto e a competição continuam a alimentá-lo. O que o motiva a continuar a lutar? “Ouvindo alguns especialistas, parece que há sempre quem o dê como terminado. Não sei se essas pessoas realmente compreendem o ténis. Djokovic é movido pelo amor ao jogo, pela adrenalina da competição e pela vontade de vencer.”
Além disso, existem rumores de que Djokovic planeia competir até aos Jogos Olímpicos, o que indica que ainda tem muitos objetivos pela frente. “Ele estará certamente próximo do topo”, afirma Ivanisevic, lembrando que, mesmo após um ano repleto de desafios, Djokovic ainda ocupa o terceiro lugar no ranking mundial, provando que, independentemente das opiniões alheias, o seu desempenho no court fala por si.
A saga de Novak Djokovic continua a intrigar e a inspirar, enquanto ele se prepara para enfrentar os maiores desafios da sua carreira e, quem sabe, adicionar mais títulos ao seu já impressionante currículo.
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