Elena Rybakina revela fórmula para ser número 1 em Roland-Garros

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Elena Rybakina está a um passo de escrever um capítulo histórico no ténis feminino ao poder conquistar, pela primeira vez na sua carreira, o cobiçado lugar de número um do ranking mundial da WTA durante o torneio de Roland-Garros. A campeã de dois Grand Slams, que chega ao evento francês com o estatuto de grande favorita para destronar a atual líder Aryna Sabalenka, lançou um desafio claro e ambicioso numa conferência de imprensa: a consistência é a chave para atingir o topo.

A missão não será nada fácil para a tenista do Cazaquistão. Para se tornar número um, Rybakina terá de avançar, no mínimo, até às meias-finais do torneio e esperar que Sabalenka sofra uma derrota precoce. No entanto, o cenário mais seguro para alcançar o topo da WTA passa por vencer Roland-Garros, ou pelo menos chegar à final enquanto a bielorrussa falha a presença nas meias-finais. A pressão está lançada e Rybakina sabe que não pode falhar.

No arranque da competição, a jogadora de 26 anos mostrou já serviço ao vencer Veronika Erjavec por 6-2, 6-2, num encontro que, segundo a própria, começou com algumas dificuldades. “No início, não comecei tão bem, com alguns erros não forçados,” admitiu Rybakina. “Com as condições, precisas de algum tempo para te adaptares. A bola estava a voar e não era fácil controlar.” Porém, a campeã do Open da Austrália 2026 garantiu que rapidamente encontrou o ritmo certo: “Depois senti-me mais confortável e só tentei manter a agressividade e continuar a atacar. O arranque é sempre complicado, mas depois ajustas-te e fica melhor.”

Rybakina não esconde a ambição de alcançar o topo do ranking mundial, algo que nunca conseguiu até agora. Com melhores prestações anteriores a Roland-Garros a chegarem às quartas-de-final (em 2021 e 2024), desta vez defende a presença nos oitavos de final, mas sabe que terá de ser muito mais consistente para garantir a liderança. “Para seres número um, precisas de ser realmente consistente. Isso é o mais importante,” frisou a tenista. “É fundamental manteres-te saudável num calendário tão exigente, porque não há espaço para falhar torneios. Se não estiveres bem, podes perder cedo. Por isso, a consistência e a saúde são as chaves.”

O próximo obstáculo no caminho de Rybakina é a ucraniana Yuliia Starodubtseva, uma adversária com quem ainda não mediu forças. A atual número dois do mundo reconheceu que ainda há aspetos do seu jogo a afinar para os próximos desafios, nomeadamente o serviço: “Penso que o início dos jogos pode sempre ser melhor. A percentagem do primeiro serviço não foi tão alta quanto eu queria.” A adaptação às condições quentes do court também foi um desafio: “Não é fácil encontrar os ângulos certos nestas condições. O jogo de pés pode sempre melhorar, assim como algumas decisões durante o jogo. Mas, no geral, foi um bom arranque para mim.”

A corrida pelo número um está ao rubro. Com Sabalenka a defender a liderança com 8.660 pontos, e Rybakina próxima com 8.073, a tabela de pontos deixa claro o que está em jogo em cada fase do torneio:

– Se Rybakina alcançar as meias-finais e Sabalenka for eliminada antes dos quartos de final, a cazaque assume o topo; – Caso Rybakina chegue à final e Sabalenka não alcance as meias-finais, a liderança também muda de mãos; – Se Rybakina vencer Roland-Garros, torna-se número um independentemente do resultado de Sabalenka.

Este é o momento decisivo para Elena Rybakina, uma atleta que, mais do que talento, aposta na solidez e na determinação para conquistar o lugar mais alto do ténis mundial. Se a jovem estrela mantiver a sua agressividade e consistência, Roland-Garros poderá ser o palco da ascensão de uma nova rainha do ténis feminino. O mundo está atento e a espera de uma revolução no ranking WTA.

Este artigo aparece primeiro em Apito Final.

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