Elina Svitolina, a tenista ucraniana, continua a fazer ondas no mundo do ténis, não só pelas suas habilidades em quadra, mas também pelas suas decisões políticas e pessoais que têm captado a atenção da mídia. No recente Qatar Open, a sétima cabeça de série não hesitou em manter a sua postura firme ao recusar-se a cumprimentar a russa Anna Kalinskaya após uma derrota que a deixou de fora do torneio. Este ato, que se tornou uma marca registrada da sua luta contra a guerra na Ucrânia, levanta questões sobre a interseção entre desporto e política em tempos de conflito.
Svitolina, que começou 2026 com força, tendo já conquistado um título e recuperado uma posição entre as dez melhores jogadoras do mundo após um desempenho notável no Australian Open, tem visto as suas ações no final dos jogos a ofuscarem mesmo as suas conquistas. Durante a competição, a atleta derrotou a compatriota ucraniana Dayana Yastremska em sets diretos, mas encontrou um obstáculo intransponível na forma de Kalinskaya, que fez o suficiente para garantir a vitória no primeiro set com uma quebra de serviço. Svitolina não conseguiu igualar a situação e acabou por ser eliminada.
Ao final do encontro, a tenista agradeceu ao árbitro, mas ignorou completamente Kalinskaya, uma decisão simbólica que reitera a sua posição inabalável. Desde o início da invasão russa à Ucrânia, Svitolina tem sido clara sobre a sua recusa em cumprimentar jogadores russos e bielorrussos, uma questão que ressurgiu durante o Australian Open, onde já havia enfrentado jogadoras desses países. A sua recusa em tirar fotografias ou interagir com atletas como a bielorrussa Aryna Sabalenka antes das partidas tornou-se uma norma, com os fãs agora cientes desta política pessoal.
A situação é ainda mais complicada pela continuação do conflito, que tem impactado a capacidade de jogadores russos e bielorrussos de competir em eventos como a Copa Davis e a Copa Billie Jean King, ampliando um clima de tensão e divisão no cenário desportivo. A recusa de Svitolina em participar de cumprimentos tem ressoado entre outros atletas ucranianos, que também optam por não se abraçar com adversários ao final dos seus encontros.
O próximo desafio de Svitolina será o Dubai Duty Free Tennis Championships, um torneio que promete reunir os melhores tenistas do mundo, onde a atleta terá a oportunidade de continuar a sua busca por mais vitórias, enquanto a guerra continua a moldar não apenas a sua carreira, mas também o ambiente no mundo do ténis. A decisão de Svitolina não é apenas uma questão de desporto; é um grito de resistência que ecoa além das quadras.
