Emma Raducanu e Donna Vekic protagonizaram as maiores subidas nos últimos rankings WTA, aproveitando ao máximo o período de relva para se afirmarem entre as melhores do ténis feminino mundial. A ascensão meteórica das duas jogadoras, impulsionada pelas suas prestações no Queen’s Club Championships, contrasta com a queda abrupta de Tatjana Maria, que caiu para fora do top 100 após uma prestação aquém das expectativas e abre um novo capítulo na luta pelo protagonismo antes de Wimbledon.
O cenário competitivo intensificou-se esta semana com a realização de torneios em Inglaterra e nos Países Baixos, decisivos para um reposicionamento na hierarquia do ténis feminino. Aryna Sabalenka mantém o comando do ranking WTA com 9090 pontos, largamente destacada de Elena Rybakina, que apesar de repetir o resultado dos quartos-de-final em Queen’s, continua a mais de 800 pontos da líder. Ambas serão as cabeças de cartaz no Open de Berlim, enquanto Iga Swiatek, atual campeã de Wimbledon, optou por não competir e terá em breve de defender uma quantidade substancial de pontos. Jessica Pegula permanece em quarto lugar, mas Amanda Anisimova caiu para sexto, uma vez que não conseguiu repetir a final do ano passado em Queen’s. Mirra Andreeva, pelo contrário, beneficiou desse deslize e subiu ao quinto lugar, consolidando a sua ascensão entre a elite. Victoria Mboko, nona do ranking, está em risco de perder posições devido a uma lesão no joelho que a afasta de Wimbledon, enquanto Karolina Muchova fecha o top 10.

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As oscilações no top 20 foram marcadas pelo regresso de Iva Jovic ao 17.º posto após uma notável caminhada até às meias-finais em Queen’s, enquanto Ekaterina Alexandrova continua em queda, descendo para 19.º. Leylah Fernandez e Clara Tauson, apesar das eliminações precoces, subiram um lugar devido à quebra de Elise Mertens. Anastasia Potapova e Marie Bouzkova também registaram subidas para 26.º e 27.º, respetivamente, beneficiando da descida abrupta de Madison Keys.
O destaque maior vai, porém, para Emma Raducanu e Donna Vekic. Raducanu, com uma prestação irrepreensível em relva no seu país, saltou 11 lugares até ao 31.º posto, enquanto Vekic protagonizou uma das maiores subidas da temporada: nem sequer se apurou diretamente para o torneio, mas conquistou o título WTA 500 e escalou 43 posições, ocupando agora o 33.º lugar. “Foi um torneio de sonho, nunca imaginei sair daqui com o troféu e tantos pontos. Estou orgulhosa de ter conseguido mostrar o meu melhor ténis quando mais precisava”, declarou Vekic após a vitória, emocionada pelo feito alcançado.
Outros nomes deram nas vistas nesta reviravolta do ranking. Barbora Krejcikova, apesar de ter sido forçada a desistir da final do Libema Open devido a doença, subiu seis posições para 39.ª, enquanto Robin Montgomery, vencedora surpreendente do torneio, disparou do 484.º para o 194.º lugar após uma impressionante qualificação. Magda Linette, com uma meia-final nos Países Baixos, subiu 12 lugares para 48.ª, e Katie Boulter, semifinalista, ganhou 17 posições, regressando ao top 60. Kamilla Rakhimova, apesar de apenas ter atingido os quartos-de-final, também subiu para 65.ª. Karolina Pliskova mostrou mais uma vez que continua a ser uma ameaça em relva, ao chegar aos quartos-de-final em Londres, o que lhe valeu uma subida de 19 posições, regressando ao top 100. Ashlyn Kruger, graças à vitória no Ilkley Open, saltou do 113.º para o 95.º lugar. Em sentido inverso, Tatjana Maria, campeã de Queen’s em 2025, sofreu uma derrocada de 65 lugares, caindo para fora do top 100 e ocupando agora o 117.º posto, apesar de ter conseguido vencer um jogo na fase de qualificação.
Com Wimbledon à porta, o ambiente está ao rubro e qualquer deslize poderá custar dezenas de posições no ranking. Aryna Sabalenka e Elena Rybakina chegam a Berlim com a obrigação de confirmar o seu estatuto, enquanto jogadoras como Raducanu e Vekic tentam capitalizar o momento de forma para surpreender no All England Club. O regresso de nomes históricos ao top 100 e as quedas dramáticas reforçam a imprevisibilidade do circuito feminino, onde qualquer semana pode mudar o rumo de uma carreira. O próximo grande teste será Wimbledon, onde todos os olhos estarão postos nestas protagonistas e onde as cartas poderão voltar a ser baralhadas.
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