Emma Raducanu, Jack Draper, Zheng Qinwen e Stefanos Tsitsipas, todos eles considerados promissores no mundo do ténis, enfrentam uma queda dramática nos rankings que surpreendeu a comunidade desportiva. Há um ano, estes atletas estavam entre os melhores, mas hoje, dois deles encontram-se fora do top 100, enquanto outro se aproxima de cair para fora do top 50, revelando a instabilidade que pode afetar até os mais talentosos.
Raducanu, que alcançou a 23.ª posição em 2025, agora ocupa a 49.ª, uma descida atribuída a lesões e alterações constantes na sua equipa técnica. Após uma fase de recuperações e promessas, Raducanu viu-se forçada a desistir de Wimbledon, onde defendia importantes pontos no ranking, dificultando assim a sua luta para regressar ao topo. A jogadora britânica, que este ano tinha conseguido voltar a estar entre as 25 melhores, enfrenta agora um desafio ainda maior nas próximas competições, nomeadamente os torneios Masters 1000 que se aproximam.
Por outro lado, Jack Draper, que chegou a ser o 4.º classificado mundial, agora encontra-se na 147.ª posição. As lesões têm sido o seu maior obstáculo, com uma grave lesão no braço a afastá-lo da competição. A sua última participação foi no Eastbourne International, onde, após mais de dois meses sem jogar, chegou às meias-finais, mas voltou a enfrentar problemas físicos. Draper, que era visto como um potencial rival para os gigantes do ténis, como Alcaraz e Sinner, luta agora para recuperar a sua forma física e garantir a sua presença nos próximos torneios.
Zheng Qinwen, que se destacou ao conquistar a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos e alcançar finais de Grand Slam, caiu da 4.ª para a 123.ª posição. A jogadora chinesa teve dificuldade em manter a consistência e a forma física, somando apenas 11 vitórias em 22 jogos esta temporada. Com o início da época de hard court a aproximar-se, Zheng tem a oportunidade de recuperar, mas enfrenta a pressão de ter de passar por qualificações para entrar nos principais torneios.
Stefanos Tsitsipas, anteriormente um dos principais jogadores do circuito, também viu a sua carreira a descer. Depois de ter estado entre os 10 primeiros durante anos, agora ocupa a 51.ª posição, tendo chegado a cair para 88.ª. Recentemente, conquistou o título no Gstaad Open, o seu primeiro em 16 meses, o que poderá ter um impacto positivo na sua confiança. Contudo, Tsitsipas enfrenta o desafio de provar que este triunfo não foi apenas um momento isolado, mas o início de uma recuperação sólida.
Enquanto se aproximam os torneios de Montreal, Cincinnati e o US Open, todos estes jogadores têm pela frente a oportunidade de redefinir as suas trajectórias. O que está em jogo é não apenas a recuperação nas classificações, mas também a confiança e a capacidade de competir nos mais altos níveis do ténis mundial. O futuro imediato destes atletas depende das suas actuações nas próximas semanas, que poderão determinar se estamos a assistir a um simples revés ou ao início de um declínio prolongado.
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